Estado registrou índice de desconforto de 12,4% em 2025, repetindo o ápice de 2013; queda no desemprego e inflação controlada impulsionam
JC
Publicado em 06/03/2026 às 0:09
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Após um ciclo de recuperação iniciado em 2022, Pernambuco conseguiu retornar ao seu melhor patamar histórico de “conforto econômico”. Segundo estudo divulgado pelo Santander nesta sexta-feira (6), o estado registrou um Índice de Desconforto de 12,4% em 2025, igualando a marca recorde obtida em 2013, início da série histórica.
O indicador, que soma as taxas de inflação e desemprego, serve como um termômetro direto da pressão financeira sobre as famílias. Para os economistas do banco, o resultado reflete uma conjuntura de mercado de trabalho aquecido e preços sob controle, o que gera um efeito cascata na confiança do consumidor e no poder de compra local.
A trajetória de queda
A melhora em Pernambuco tem sido acentuada nos últimos três anos. Em 2022, o estado amargava um índice de 19,5%, um dos mais altos do período recente. A redução para os atuais 12,4% sinaliza uma melhora cíclica que interrompe uma década de oscilações negativas.
O cenário nacional e regional
Apesar da evolução positiva em solo pernambucano, o estado ainda opera acima da média nacional, que fechou 2025 em 9,3% — o menor nível já registrado em todo o país. O estudo, assinado pelos economistas Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca, destaca um fenômeno de convergência, mas aponta desigualdades persistentes:
Norte e Nordeste: Todas as capitais dessas regiões ainda apresentam índices superiores à média do Brasil.
Avanço Municipal: Por outro lado, o interior mostra força; quase todos os municípios do Norte e Nordeste já operam com indicadores próximos ou inferiores aos de 2012.
Sul e Sudeste: Seguem liderando os melhores patamares de qualidade econômica, embora a diferença para o restante do país venha diminuindo gradualmente.
“A combinação de inflação moderada e mercado de trabalho resiliente está devolvendo ao consumidor pernambucano a capacidade de planejamento”, destacam os autores do estudo.













