Governo apresenta estudo ambiental para dragagem e urbanização em Olinda; moradores cobram soluções definitivas contra inundações constantes
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O governo de Pernambuco realizou nesta quinta-feira (2) uma audiência pública para apresentar os estudos ambientais referentes às obras de urbanização do bairro de Peixinhos, em Olinda, e de dragagem do Rio Beberibe.
O projeto prevê um pacote de investimentos de R$ 360 milhões, com recursos estaduais e repasses federais do Novo PAC, pelo programa Periferia Viva. O encontro, realizado no Mercado Eufrásio Barbosa, reuniu representantes da esfera pública e moradores da comunidade para debater o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
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Enchentes nas comunidades
As intervenções propostas pelo poder público pretendem reduzir os riscos de alagamentos que afetam o cotidiano de cerca de 50 mil pessoas residentes na bacia do rio. A urgência das obras reflete a realidade de moradores de áreas vulneráveis. Maria Zilda, moradora da comunidade do Condor, relata o impacto direto da falta de infraestrutura durante os períodos chuvosos.
“Eu sei que a chuva é por causa da natureza. Mas toda vez que chove, aquele rio transborda, entra água dentro de casa. Acaba com tudo que a gente tem e o que não tem, é aquele sofrimento. É horrível a gente estar dormindo e acordar com a casa enchendo de água, e a água tem rato, tem tudo que não presta. Todos nós sofremos por causa disso”, lamenta.

Audiência pública sobre o EIA/RIMA da urbanização de Peixinhos e dragagem do Rio Beberibe – CPRH
Intervenções
O orçamento planejado para a obra está estruturado em duas frentes de execução técnica.
Dragagem do Rio Beberibe
O aporte de R$ 148 milhões em recursos estaduais será destinado à ampliação da calha do rio ao longo de seis quilômetros, no trecho compreendido entre a ponte do Monteiro e a foz. Os diagnósticos técnicos preveem a remoção de 339 mil toneladas de resíduos e sedimentos, por meio de dragagem mecânica e por sucção.
Urbanização de Peixinhos
O montante de R$ 212 milhões (compostos por R$ 160 milhões do Governo Federal e R$ 52 milhões de contrapartida estadual) será aplicado na infraestrutura urbana integrada. O projeto abrange a construção de unidades habitacionais para o reassentamento de famílias que vivem em áreas de risco.
O planejamento também inclui a construção e reconstrução de pontes e passarelas para conectar comunidades locais, além da implantação de parques lineares e ciclovias.
Licenciamento e prazos
A evolução das obras de dragagem deverá ocorrer em etapas para evitar novos picos de cheias, com um prazo estimado de execução de 15 meses contados a partir da finalização do processo licitatório. O debate em audiência pública é uma fase determinante para a liberação das obras.
“É um momento onde a gente apresenta para a população o que vai ser feito e capta deles as contribuições. E nesse momento eles começam a fazer parte, a contribuir com o processo. É uma forma de a gente fazer com que eles se apropriem do processo também”, afirma José de Anchieta, diretor-presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).














