Quase duas dezenas de países decidiram fechar seus próprios pavilhões na Bienal de Veneza, nesta sexta-feira, em repúdio à presença de Israel na mostra italiana, que vem detonando uma série de protestos ao longo da semana.
Artistas representantes de cerca de 20 nações, entre elas Reino Unido e Suíça, lacraram suas galerias, aderindo a uma greve geral de trabalhadores da cultura liderada por ativistas do grupo Art Not Genocide Alliance, que se mobiliza contra a guerra em curso na Faixa de Gaza e acusa Israel de levar a cabo um genocídio na região.
Além dos britânicos e suíços, entraram na mobilização, Áustria, Bélgica, Chipre, Egito, Equador, Eslovênia, Espanha, Finlândia, Holanda, Irlanda, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Malta e Turquia.
O capítulo mais recente de uma onda de protestos que abala a estreia para convidados da maior mostra de arte do mundo acontece na véspera de sua abertura para o público, neste sábado. Uma horda de manifestantes entrou em confronto físico com a polícia italiana na entrada do Arsenale, um dos principais espaços da mostra italiana. Eles foram barrados pela guarda.
Essa é uma das edições mais polêmicas da Bienal de Veneza em 130 anos de história, com boicotes de autoridades de uma série de países, entre eles até a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
Além da pressão contínua contra Israel, o principal estopim para as mobilizações é o retorno da delegação russa ao evento. O país de Vladimir Putin estava vetado da mostra desde 2022, quando começou a ofensiva contra a Ucrânia.
Desde que isso foi anunciado, a pressão só aumenta para que o pavilhão russo continuasse lacrado.
Organizadores da Bienal de Veneza resistiram e mantiveram a autorização da presença russa, apesar das sanções em vigor contra o país, o que detonou uma crise interna na mostra, com uma carta aberta de artistas e curadores participantes contra a decisão e a renúncia do corpo de jurados.
Pela primeira vez na história de mais de cem anos da exposição, o Leão de Ouro, seu prêmio máximo, será dado a um artista escolhido pelo público e não por um painel de críticos. A União Europeia ainda cortou € 2 milhões, quase R$ 12 milhões, para financiar a próxima edição.
Em relação ao fechamento dos pavilhões nesta sexta, a Bienal de Veneza disse em comunicado que essas iniciativas de protesto e qualquer tipo de greve não envolvem os profissionais da própria instituição. Acrescenta ainda que os seus contratos com as equipes estão dentro da lei e sublinha seu empenho em garantir o funcionamento da mostra em respeito à liberdade de expressão e ao pluralismo das opiniões.
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-metamaterial-em-forma-de-2953871981.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-foto-realista-de-uma-pane-2953998656.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/roda-do-zodiaco-1.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-sala-moderna-brasileira-c-2949876827.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-metamaterial-em-forma-de-2953871981.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-foto-realista-de-uma-pane-2953998656.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)