O programa de rádio e TV que começa esta semana pode ampliar a vantagem da governadora mas oferece ao socialista a oportunidade de crescer na disputa.
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
A eleição de 2026 começou oficialmente no último domingo, mas ainda não começou para a maior parte dos eleitores. Candidatos fazem caminhadas, concedem entrevistas, publicam vídeos e discursam para militantes. Boa parte desse movimento, porém, circula entre quem já acompanha política. A virada de chave ocorrerá na próxima sexta-feira (28), quando a propaganda eleitoral gratuita chegar ao rádio e à televisão. O programa apresentará propostas, promoverá comparações e exibirá ataques, mas sua principal função é outra: avisar à população que chegou a hora de prestar atenção na eleição.
Interesse
A Quaest oferece a medida desse distanciamento. Apenas 36% dos brasileiros se dizem muito interessados nas eleições deste ano. Outros 42% estão pouco interessados e 21% não demonstram interesse algum. Significa que 63% do eleitorado ainda acompanham a disputa com pouca atenção ou nenhuma. Entre os independentes, que representam 32% dos eleitores e podem decidir a eleição presidencial, o afastamento é maior. Oito em cada dez estão pouco ou nada interessados.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
O programa eleitoral entra justamente nesse espaço. Diferentemente das redes sociais, nas quais o eleitor escolhe quem seguir e os algoritmos reforçam preferências anteriores, rádio e televisão alcançam também quem não procura política. A propaganda aparece no intervalo do programa, durante o deslocamento para o trabalho, no rádio do carro ou na televisão ligada em casa. Mesmo quem não acompanha um bloco completo começa a reconhecer candidatos, ouvir propostas e perceber que outubro está perto.
O efeito ultrapassa a audiência direta. Trechos dos programas serão reproduzidos no noticiário, recortados para as redes sociais e compartilhados em grupos de mensagens. Uma frase exibida na televisão pela manhã pode virar assunto no trabalho, vídeo no Instagram e discussão familiar à noite. O horário eleitoral cria uma agenda comum. É assim que a campanha deixa os círculos políticos e entra na rotina da população.
Vantagem
Em Pernambuco, essa mudança interessa especialmente a Raquel Lyra (PSD). Como lembrou o sociólogo Maurício Garcia, durante participação no Passando a Limpo, da Rádio Jornal, estudos acadêmicos identificam uma vantagem média de 9,5 pontos percentuais para governadores que disputam a reeleição. O número não significa que Raquel receberá automaticamente esse acréscimo depois do primeiro programa. Representa uma vantagem estrutural de quem já governa e pode usar a campanha para transformar realizações administrativas em razões para continuar.
Durante o mandato, as ações de um governo chegam ao eleitor de maneira fragmentada. Uma obra é inaugurada numa cidade, um hospital começa a funcionar em outra e um programa estadual beneficia determinado grupo. O horário eleitoral permite reunir tudo em uma narrativa de poucos minutos. Raquel poderá explicar o Estado que recebeu, mostrar o que entregou e apresentar o que pretende concluir. A estratégia combina com a ideia de que sua campanha venderá entregas.
Parte desse efeito já apareceu. No Datafolha, a governadora saiu de 35% em fevereiro para 48% em julho. João Campos (PSB) passou de 47% para 42% no mesmo período. Hoje os números estão estáveis.
Raquel transformou uma desvantagem de 12 pontos numa vantagem numérica de seis. O crescimento ocorreu antes do horário eleitoral, sustentado pela melhora na avaliação do governo, pelas entregas e pela expansão de sua presença no interior. A televisão poderá organizar e consolidar uma percepção que já começou a se formar.
Isso resolve a eleição? De forma alguma.
Disputa
João também possui instrumentos importantes. Terá mais tempo no programa eleitoral, capacidade reconhecida de comunicação e a participação de Lula (PT) como apoiador. Poderá apresentar sua gestão no Recife como demonstração de competência e usar o presidente para nacionalizar sua candidatura. Seu objetivo será convencer o eleitor de que as entregas de Raquel foram tardias, insuficientes ou aceleradas pela proximidade da eleição.
A disputa televisiva colocará frente a frente duas histórias. Raquel pedirá continuidade para concluir um ciclo de investimentos. João defenderá que Pernambuco pode avançar mais rapidamente sob outro comando. Ela mostrará obras estaduais e apoio de prefeitos. Ele apresentará resultados no Recife, o legado de Eduardo Campos e a aliança com Lula. A governadora terá a vantagem de falar sobre o que fez. O socialista terá a oportunidade de questionar o que deveria ter sido feito.
O programa eleitoral tende a favorecer Raquel por sua condição de governadora, mas também oferecerá a João a maior audiência simultânea de que dispôs até agora para tentar desconstruir essa vantagem. O primeiro movimento poderá aparecer no crescimento do interesse e na redução dos indecisos, antes de surgir como transferência de votos.











