Os números atestam que Pernambuco registrou o segundo maior desempenho de todo o país na passagem mensal em maio, com crescimento de 2,4%
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A resiliência econômica muitas vezes se revela nos dados mais duros e objetivos da economia real. A fotografia revelada hoje pelo IBGE traz uma excelente notícia para o nosso estado. Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) referentes ao mês de maio confirmam o que já vínhamos observando no dinamismo da indústria local: a produção industrial pernambucana não apenas retomou o seu vigor, mas assumiu uma posição de destaque no cenário nacional.
Os números divulgados atestam que Pernambuco registrou o segundo maior desempenho de todo o país na passagem mensal em maio, com crescimento de 2,4%, apenas atrás do desempenho do Ceará, de 3,2%. Esse avanço expressivo demonstra a manutenção de uma tração vigorosa do parque fabril local. Em um momento em que a média nacional e diversos estados tradicionalmente industrializados do Sul e do Sudeste ainda patinam ou apresentam crescimentos mais tímidos, limitados pelos efeitos de uma política monetária com juros reais elevados, as fábricas pernambucanas aceleraram sua produção e otimizaram sua capacidade instalada.
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O que torna o diagnóstico atual verdadeiramente promissor é a consistência dessa expansão. Quando abrimos a lente para analisar o indicador acumulado do ano, a indústria de Pernambuco também se consolida em um fortíssimo segundo lugar em todo o Brasil, com crescimento de 14,9% no acumulado até maio, apenas atrás do Espírito Santo, que saltou 21,9%. Trata-se de uma trajetória de alta sustentada pela retomada da Refinaria Abreu e Lima, após a ampliação de sua produção, mas também ancorada por outros setores, como o automotivo e indicando que as decisões de investimento corporativo e o ritmo de produção estão rodando ancorados em um nível de confiança estrutural e em fundamentos econômicos sólidos da região, mas também atendendo a demanda nacional.
No acumulado dos últimos 12 meses, o estado repete a dose de sucesso e figura novamente na vice-liderança do país, com avanço de 7,6%, atrás somente do Espírito Santo, que tem crescimento expressivo de 20,6%. O bom desempenho vem de setores como o de refino de petróleo, veículos automotores, produtos químicos, metalurgia e máquinas, aparelhos e equipamentos elétricos. Estar no pódio industrial brasileiro em três métricas temporais distintas — curto, médio e longo prazos — é um feito notável para a nossa economia regional. Esse avanço contínuo espelha a diversificação, a maturidade e a robustez do ecossistema produtivo local.
O impacto macroeconômico de um chão de fábrica aquecido é direto, rápido e multiplicador. A indústria de transformação possui uma das maiores capacidades de difusão de riqueza da economia. Uma fábrica que cresce e produz a essas taxas eleva a demanda por serviços corporativos especializados — desde logística avançada e transporte até soluções de tecnologia e segurança —, contrata mão de obra com salários médios superiores aos de outros setores e gera um volume robusto de arrecadação de tributos para os cofres públicos. Essa engrenagem é fundamental para garantir a estabilidade fiscal e social do estado.
O grande desafio que se impõe agora ao setor produtivo e aos gestores públicos de Pernambuco é transformar essa janela de crescimento e sua liderança em um processo de modernização tecnológica permanente. Para garantir a sustentabilidade desses indicadores, é importante que o ambiente de negócios local continue avançando, com foco contínuo na redução da burocracia, na garantia de segurança jurídica e na urgência de investimentos em nossa infraestrutura logística.
A indústria pernambucana fez a sua parte brilhantemente em maio e vem provando que, com as condições adequadas, detém a força necessária para retomar a liderança e protagonismo no Nordeste e se firmar como uma potência no Brasil.










