O alerta de JCPM sobre o uso da IA como ferramenta social e econômica

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O alerta de JCPM sobre o uso da IA como ferramenta social e econômica


Em artigo neste JC, empresário faz alertas em linha com consultores que falam sobre o uso das novas informações para o negócio e na educação.



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Atento ao desenvolvimento tecnológico e o impacto que as novas tecnologias nas pessoas e nas empresas, especialmente no Nordeste, o empresário João Carlos Paes Mendonça, presidente do Grupo JCPM publicou nas diversas plataformas do Sistema Jornal do Commercio (SJCC) uma análise sobre “A ameaça social da IA e a falta de um plano de desenvolvimento” onde advertiu que governantes responsáveis por liderar e estruturar discussões e iniciativas, precisam atuar com celeridade e seriedade, fortalecendo setores mais dependentes da presença de pessoas, a fim de promover uma transição de mercado menos traumática.

JCPM vem se interessando por Inteligência Artificial desde que o ChatGPT foi lançado, em novembro de 2022, com a embalagem do começo de uma tecnologia disruptiva e o seu potencial transformador para os negócios. Daí a sua preocupação quando em 2026 um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontou que um a cada quatro postos de trabalho será impactado pela IA.

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Foco no Nordeste

E ao georreferenciar a questão, alertou para o fato de que menos de 30% dos brasileiros possuem habilidades digitais, o que agrava o desafio de inserção e permanência no mundo do trabalho diante do avanço da Inteligência Artificial. As suas raízes nordestinas, naturalmente, o levaram a se concentrar no efeito da IA na região e se preocupar com os efeitos na economia e no mercado de trabalho.

As preocupações de JCPM estão em linha com o quadro geral brasileiro quando dados são da pesquisa TIC Educação, divulgada no fim de 2025 pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação revelam que sete em cada 10 estudantes brasileiros do Ensino Médio que utilizam a internet recorrem a ferramentas de Inteligência Artificial generativa, como ChatGPT e Gemini, para pesquisas escolares, mas apenas 32% afirmam receber orientação das escolas sobre o uso seguro e responsável dessa tecnologia.


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Letramento Digital. – Divulgação

Efeito na escola

O consultor da Escola Lourenço Castanho, Alexandre Le Voci Sayad, alerta que esse cenário expõe a necessidade de qualificar o debate educacional sobre IA para além das tendências que ainda dominam o tema até porque o Inteligência Artificial é uma tecnologia de propósito geral, cujos efeitos extrapolam a sala de aula.

Ele lembra as três diretrizes da Unesco, que passam pelo educar sobre a IA explicando o que ela é e como funciona; educar para a IA promovendo um uso ético e responsável; e educar com a IA incorporando seu potencial aos processos de ensino e aprendizagem.

Uso periférico

Se o desafio chegou na sala de aula, ela já virou fator de produção e ferramenta para estratégia nas empresas. Segundo um estudo da consultoria Gartner, concluído também em 2025, apontou que 75% das empresas experimentaram agentes de IA, mas apenas 15% implementaram sistemas totalmente autônomos com a grande maioria usando soluções básicas combinadas com automação para tarefas muito específicas e rotineiras, sem explorar plenamente seu potencial transformador.

Nesse universo, publicizar que suas rotinas incorporam IA passou a ser uma tarefa da comunicação das empresas como anunciar processos de implantação de programas de ESG ou de contração de energia renovável sem que isso possa ser efetivamente auditado e conferido.


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Professor Alexandre Le Voci Sayad. – Divulgação

Entender contextos

De fato, estamos entrando em uma fase em que a IA não apenas sugere caminhos, mas atua diretamente no dia a dia das operações. Ela entende o contexto, avalia variáveis em tempo real e executa ações no ritmo em que o mercado acontece. E isso, como adverte JCPM, muda completamente a lógica dos processos.

Como ajuda da IA, preços, estoques, ofertas, logística e atendimento deixam de funcionar com base no que já passou e passam a se ajustar continuamente. A empresa não espera mais o fechamento de um relatório para reagir. Ela responde enquanto tudo ainda está em movimento.

Algoritmo se repete

Mas como esclarece a consultora de negócios especializada em Vendas e Marketing, Denise Marques, quando todos operam com os mesmos prompts, frameworks e referências, o algoritmo se repete. Competir passa a ser uma disputa quase mecânica de eficiência, de quem executa mais rápido, quem tem custos menores, quem suporta mais pressão. “O problema é que eficiência sozinha não sustenta relevância. Ferramentas não criam estratégia”, conclui.

Denise Marques tem razão. Dados revelam padrões, mas não explicam nuances. Na rotina das empresas, à medida que as organizações aceleram a transformação digital, a IA orientada a agentes em aplicativos corporativos pode ir além da produtividade individual, estabelecendo novos fluxos de trabalho por meio de interações mais inteligentes entre humanos e agentes. Mas quem analisa isso do ponto de vista estratégico para o negócio da empresa.

Casos de insucesso

E a literatura empresarial está repleta de casos característicos de uma má implementação de IA no atendimento ao cliente quando sistemas mal projetados, os usuários acabam frustrados e exigem ser atendidos por uma pessoa. Esse é um dado real.

O problema desse mau letramento das empresas com a construção de seus agentes de IA tem implicações legais sérias. Segundo levantamento global da McKinsey & Company, cresce no ambiente corporativo a preocupação com a ausência de regras claras sobre uso de prompts, titularidade de outputs e proteção de dados estratégicos. No Brasil, o Projeto de Lei 2338 de 2023 segue em tramitação e ainda não estabelece diretrizes consolidadas sobre o tema.


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Denise Marques Consultora de Marketing – Divulgação

Ativos intangíveis

E no começo do ano, a World Intellectual Property Organization também destacou os desafios relacionados à proteção de ativos intangíveis no contexto da inteligência artificial. Produziu nas empresas mais organizadas a recomendação por adoção de políticas estruturadas de governança sobre o uso de inteligência artificial, incluindo mapeamento da criação e utilização de prompts, definição de diretrizes sobre confidencialidade e propriedade intelectual e revisão de contratos com fornecedores de tecnologia.

São temas que o artigo de JCPM suscita e que, como disse, é preciso planejamento para iniciar uma jornada de enfrentamento de uma questão que tende a se agravar tão rapidamente quanto a própria evolução tecnológica. Até porque, como alerta a consultora Denise Joaquim Marques, automação deveria liberar tempo e energia para o que não é automatizável. Porque quando tudo é automatizado, pensar igual não é eficiência. É risco.

 

 


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Hemobrás e Hospital Sírio-Libanês firmam parceria mirando autossuficiência em hemoderivados no Brasil. – Divulgação

Depois do A.C. Camargo, Sírio-Libanês na Hemobrás

A Hemobrás e o Hospital Sírio-Libanês fecharam uma aliança estratégica colocando-o como parceiro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde como hospital auditado e qualificado como serviço de excelência para o fornecimento de plasma para fracionamento industrial. Após o Hospital A.C. Camargo (SP), o Sírio-Libanês torna-se o segundo hospital a integrar o serviço de fornecimento de plasma à Hemobrás.

Com isso, a instituição passa a integrar, oficialmente, a hemorrede nacional qualificada, formada por hemocentros públicos e bancos de sangue privados do país e que abastece a Hemobrás com o plasma excedente dos tratamentos transfusionais.

Matéria-prima essencial

O plasma é a matéria-prima essencial para a produção de medicamentos como a albumina e a imunoglobulina, que ajudam a salvar vidas de pacientes atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS) e cada parceria fechada reforça o seu potencial para atingir uma meta ambiciosa: alcançar o volume de 500 mil litros de plasma captados até 2030.

Esse número é considerado o “ponto de virada” para que o Brasil atinja a autossuficiência na produção de hemoderivados, reduzindo a dependência de importações e garantindo o abastecimento contínuo da rede pública. Em 2025, a Hemobrás bateu recorde histórico ao captar 217,7 mil litros, com crescimento de 8,7% em relação a 2024. Para este ano, o objetivo é atingir 300 mil litros.

Financiamentos SBPE

Nos primeiros três meses de 2026, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas somaram 125,5 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção, mostrando elevação de 15,7% em relação aos três primeiros meses do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança somaram R$ 42,4 bilhões, resultado de 11,9%.

Também no primeiro trimestre deste ano, essas operações somaram R$ 5,64 bilhões, com alta de 5,9% em relação ao volume financiado nos três primeiros meses do ano passado. Em março de 2026, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançaram R$ 18,5 bilhões. Foi o quarto melhor resultado mensal na série histórica.


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Construção Civil mecanizada e novos materiais – Divulgação

Construção industrial

O Encontro Internacional da Indústria da Construção 2026. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento acontece de 19 a 21 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, e tem um tema ligado ao debate da escala 6×1: a adoção de sistemas construtivos mais industrializados. O painel “Industrialização da Construção: da agenda estratégica à implementação” vai reunir representantes do setor produtivo e do poder público para discutir caminhos que ampliem a produtividade.

O ENIC 2026 foca na integração entre indústria, tecnologia e políticas públicas, com destaque para temas como articulação da cadeia produtiva, formação profissional, novos instrumentos de financiamento e iniciativas estruturantes, como a Plataforma de Referência para Habitação de Interesse Social (HIS).

Projeto LEVE

No próximo dia 28, o Instituto Brasil Solidário realiza em Ipojuca (PE) mais uma formação com gestores e professores da rede pública municipal para apresentar o Projeto LEVE? A iniciativa que transforma escolas em pontos de coleta seletiva e destinação adequada de resíduos, conectando educação ambiental ao cotidiano escolar. A ação aconteceu no Dia da Educação com Luis Salvatore, presidente do IBS, e representantes da Secretaria Municipal de Educação de Ipojuca.

Acesso à Justiça

A UniFAFIRE celebra nesta terça-feira (28) convênio com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para implantação do AJUDI – Apoio ao Juizado Digital, projeto piloto que cria o primeiro posto avançado de suporte ao Juizado Especial Cível Digital no Estado. A iniciativa busca reduzir barreiras tecnológicas no acesso ao sistema de reclamações online do tribunal, oferecendo atendimento gratuito na Casa de Justiça e Cidadania da instituição, na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife.


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Fintech aceita usar criptomoedas como pagamento de imóveis. – Divulgação

Imóvel e criptomoeda

A empresa brasileira especializada em crédito com garantia em ativos digitais, Fenynx Lending & Credit, anunciou que já permite que investidores utilizem Bitcoin, stablecoins e ativos tokenizados como colateral para obtenção de crédito — inclusive para a compra de imóveis.

A proposta da fintech é transformar ativos digitais em liquidez imediata, sem necessidade de venda. Na prática, o investidor utiliza suas criptomoedas como garantia e recebe o valor em reais, dólares ou stablecoins, com crédito que varia de R$ 50 mil a R$ 2 milhões, taxas a partir de 1,40% ao mês, prazo de até 12 meses e liberação que pode ocorrer entre uma hora e 48 horas.

O modelo opera com LTV de até 50%, garantindo uma margem de segurança na operação, e os recursos podem ser utilizados livremente, incluindo entrada para financiamento imobiliário, capital de giro ou novos investimentos.


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Celebrado em 27 de abril, o Dia Nacional da Empregada Doméstica. – Divulgação

Empregada Doméstica

Celebrado em 27 de abril, o Dia Nacional da Empregada Doméstica homenageia Santa Zita. Mas a data reforça a importância de uma das maiores categorias profissionais do país, com cerca de 5,5 milhões de trabalhadores domésticos no Brasil e apenas 1,3 milhão têm carteira assinada. Mesmo com avanços legais nos últimos dez anos, o trabalho doméstico segue marcado pela informalidade e pela vulnerabilidade social.

A categoria é composta majoritariamente por mulheres (93%). Enquanto, no emprego formal, cerca de 44,5% são mulheres brancas, na informalidade esse percentual é invertido: aproximadamente 75% são mulheres negras e também escancara desigualdades históricas que ainda persistem no século XXI.

Mercado de ONG

O relatório NGOs and Charitable Organizations Market Report 2025, divulgado pela Research and Markets, revela que o setor das organizações não governamentais (ONGs) e entidades beneficentes reúne cerca de 897 mil organizações da sociedade civil (OSCs) ativas, que já respondem por 4,27% do PIB nacional e empregam aproximadamente 5,9 milhões de pessoas e deve alcançar um valor movimentado de US$ 443,2 bilhões até 2029.

Esse é um segmento com forte presença feminina: 65% dos profissionais no Brasil são mulheres e 46% delas ocupam cargos de liderança, segundo dados da plataforma Nossa Causa.

 






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