Novo Bike PE: Novo sistema de bicicletas compartilhadas do Recife deve operar em janeiro de 2026. Confira as novidades

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Novo Bike PE: Novo sistema de bicicletas compartilhadas do Recife deve operar em janeiro de 2026. Confira as novidades


Prefeitura do Recife assume a gestão do serviço de bicicletas compartilhadas numa tentativa de modernizar, melhorar e ampliar a oferta na capital

Por

Roberta Soares


Publicado em 24/12/2025 às 10:53
| Atualizado em 24/12/2025 às 11:02



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A Prefeitura do Recife planeja que o novo sistema municipal de bicicletas compartilhadas entre em operação ainda no mês de janeiro de 2026. Segundo a gestão municipal, o processo de licitação já está em estágio avançado, com o leilão realizado no último dia 17 de dezembro e a documentação da empresa vencedora sob análise para homologação no início do próximo ano. A informação, inclusive, foi dada pelo prefeito João Campos (PSB) durante entrevista de balanço da gestão na Rádio Jornal. 

O novo serviço de bike share municipal – pensado para ocupar as lacunas deixadas pela operação do Bike PE, o sistema gerido pelo Estado na Região Metropolitana do Recife -, prevê um contrato de dez anos para o fornecimento, implantação, gestão e manutenção de novos equipamentos em toda a cidade. Todo o processo está sendo coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento e Licenciamento Urbano em conjunto com a Secretaria Executiva de Parcerias Estratégicas do Recife.

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A explicação da prefeitura para a criação de um sistema próprio reside na busca por uma operação mais moderna, ampla e eficiente do que a oferecida atualmente pelo Estado. Com um investimento estimado em até R$ 101.983.914,11, a gestão municipal fará a fiscalização direta do contrato, acompanhando metas e indicadores de desempenho para aplicar sanções quando cabível e garantir a qualidade do serviço – uma das principais falhas atuais da operação do Bike PE, que parece não sofrer gerência por parte do governo de Pernambuco. 

TECNOLOGIA E EXPANSÃO SÃO AS GRANDES DIFERENÇAS PROMETIDAS PARA O NOVO SERVIÇO

 

JAILTON JR./JC IMAGEM

Até mesmo a robustez das bicicletas – característica da tecnologia canadense PBSC -, que fizeram e ainda fazem toda a diferença no sistema, está comprometida – JAILTON JR./JC IMAGEM

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A necessidade de um novo sistema de bike share é urgente para toda a RMR e, ainda mais, para a capital pernambucana, onde o serviço parou no tempo e sofre com a degradação – JAILTON JR./JC IMAGEM

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Sem a manutenção devida, a expansão e a integração intermodal prometida desde que foi criado ainda em 2011, o Bike PE vem perdendo a confiabilidade, requisito número um para qualquer tipo de modal de transporte, mesmo os ativos – JAILTON JR./JC IMAGEM

O novo modelo municipal promete trazer inovações significativas para os ciclistas recifenses. Pelas informações que foram divulgadas no edital de licitação e informadas pela PCR, a frota total será expandida para 1.200 bicicletas, um aumento substancial em relação às 700 unidades convencionais do sistema atual.

O grande diferencial será a inclusão de 240 bicicletas elétricas, uma modalidade inédita no compartilhamento público da cidade. A infraestrutura de estações também receberá um reforço considerável. O projeto prevê a instalação de 120 estações distribuídas pela cidade, o que representa uma expansão de 51,90% em relação aos 79 pontos que o sistema Bike PE mantém hoje na capital.

E outra promessa importante é a integração dessas estações à malha cicloviária de 193 km da cidade para incentivar o uso da bike especialmente em áreas de tráfego de veículos intenso. Assim como funciona hoje no Bike PE, todas as 1.200 bicicletas terão monitoramento via GPS, e os usuários poderão retirar e devolver os equipamentos utilizando um aplicativo e site próprios.

FIM DO MONOPÓLIO DO BIKE PE E PROBLEMAS ACUMULADOS

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Quem acha que a decisão da PCR de lançar a licitação para um sistema municipal de bike share é só política pode estar com um olhar tacanho. O Bike PE tem deixado muito a desejar, faz tempo
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Sem a manutenção devida, a expansão e a integração intermodal prometida desde que foi criado ainda em 2011, o Bike PE vem perdendo a confiabilidade, requisito número um para qualquer tipo de modal de transporte, mesmo os ativos – JAILTON JR./JC IMAGEM

A decisão da Prefeitura do Recife de lançar um sistema “para chamar de seu” é um reflexo direto da insatisfação com o Bike PE, serviço gerido pelo governo do Estado e operado pela Tembici/Itaú desde 2011. Após mais de 11 anos de operação, o sistema atual enfrenta uma crise de qualidade: usuários relatam frequentemente que as bicicletas estão velhas e apresentam problemas graves em freios, marchas, correntes, bancos e pedais.

Além da precariedade dos equipamentos, o Bike PE é criticado por sua falta de expansão. O serviço não chegou à periferia como prometido, concentrando-se quase exclusivamente no Centro e em áreas nobres como Boa Viagem e bairros da Zona Norte. Outros problemas apontados incluem a perda da integração gratuita com o transporte público e a escassez de bicicletas disponíveis nos horários de pico e aos domingos, demandas que o novo sistema municipal pretende suprir com uma frota maior e gestão mais rigorosa.





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