Nordeste Sem Pedágio: Gestão privada garante melhor infraestrutura e segurança que malha pública

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Nordeste Sem Pedágio: Gestão privada garante melhor infraestrutura e segurança que malha pública


Com 30 anos de série histórica, levantamento da CNT aponta que rodovias concedidas superam as públicas em pavimento, sinalização e suporte operacional


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A 28ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, que celebrou três décadas de diagnóstico da infraestrutura brasileira, reafirmou uma disparidade crítica que deveria ser motivo inquestionável para a expansão das concessões rodoviárias no Nordeste, por exemplo: o tipo de gestão impacta diretamente a qualidade da rodovia.

Enquanto 67,8% da extensão das rodovias sob gestão concedida à iniciativa privada – pedagiadas – foram classificadas como Ótimo ou Bom, esse índice despencou para apenas 27,2% nas rodovias sob gestão pública. Esses índices são de 2025, mas a distância entre eles se mantém há muitos e muitos anos, sempre verificada pelas pesquisas da CNT.

O estudo de 2025 constatou que as concessionárias conseguem aplicar recursos em intervenções de forma mais rápida e constante – até porque são obrigadas por contrato, vale ressaltar -, resultando em um volume de investimento por quilômetro superior ao destinado pelo setor público para as mesmas finalidades.

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DIFERENÇA NA QUALIDADE DE PAVIMENTO É DESTAQUE

Arte

Beneficios das rodovias concedidas – Arte

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Arte sobre a Pesquisa CNT de Rodovias 2025
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No quesito pavimento, a diferença entre as rodovias sob gestão pública e privada é marcante, com 65,6% da malha concedida em estado Ótimo ou Bom contra apenas 35,6% da malha pública. Algo simbólico quando se considera que o pavimento é o mais percebido pelos condutores e passageiros, além da relação direta com a segurança viária da rodovia.

Além disso, a qualidade superior do asfalto em trechos privados reduz drasticamente o custo operacional para os transportadores, que enfrentam um aumento médio de até 35,8% nos custos de rodagem em vias públicas devido à má conservação. A tecnologia também é uma aliada na gestão privada, que utiliza sistemas de avaliação avançados, georreferenciamento e suporte operacional contínuo para garantir o conforto e a eficiência do escoamento de cargas e pessoas.

A sinalização e a geometria também refletem o abismo entre os modelos de rodovias. Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, nas estradas concedidas, 83,5% da extensão possui sinalização classificada como Ótimo ou Bom, garantindo melhor orientação e segurança viária, enquanto o setor público atinge apenas 38,6% nessas categorias.

Quanto à geometria da via, que envolve traçados e obras de arte como pontes e viadutos, as concessões apresentam 59,8% de qualidade superior, fruto de investimentos em duplicações e adequações estruturais para suportar o alto volume de tráfego, contrastando com os meros 29,9% da gestão pública.

PANORAMA DA INFRAESTRUTURA NO BRASIL, NORDESTE E PERNAMBUCO

Divulgação

Série de reportagens Nordeste Sem Pedágio discute a resistência da região a adotar as concessões rodoviárias – as rodovias com pedágio – Divulgação

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Série de reportagens Nordeste Sem Pedágio discute a resistência da região a adotar as concessões rodoviárias – as rodovias com pedágio – Divulgação

O diagnóstico nacional da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 é preocupante: 62,1% da extensão total pesquisada apresenta algum tipo de deficiência, sendo classificada como Regular, Ruim ou Péssimo. Para reverter esse cenário de deterioração, estima-se ser necessário um investimento total de R$ 101,10 bilhões em ações de reconstrução, restauração e manutenção.

A região Nordeste possui uma extensão avaliada de 30.294 quilômetros, a segunda maior malha regional do estudo – e mesmo assim segue tendo uma participação quase ínfima no panorama nacional de concessões. Os dados apontam que a região enfrenta desafios severos em geometria e segurança viária, com altos índices de rodovias de pista simples de mão dupla, que aumentam o risco de colisões frontais.

Em Pernambuco, foram analisados 3.189 quilômetros de vias. O Estado reflete a carência de investimentos estruturais: apenas 565 quilômetros (cerca de 17,7%) foram considerados em estado Ótimo ou Bom, enquanto a grande maioria da malha estadual e federal no território pernambucano sofre com deficiências de pavimento e sinalização.

Em números gerais, em 2025 o estudo avaliou 114.197 quilômetros de rodovias por todo o Brasil, cobrindo 52,6% de toda a malha pavimentada do País.






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