O anúncio de expansão bélica ocorre sob pressão de Donald Trump, que solicitou a Israel a realização de ataques apenas “cirúrgicos” no Líbano
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta temporada um plano de investimento de 350 bilhões de shekels (cerca de US$ 94,6 bilhões) no orçamento de defesa para a próxima década. O foco central, segundo o ministro, é assegurar a independência absoluta e a superioridade aérea do país, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros por meio da fabricação nacional de munições e armamentos.
Em vídeo divulgado no X, o premiê destacou a aquisição de novos esquadrões de caças F-35 e F-15IA, além de um projeto prioritário para neutralizar a ameaça de drones. O plano estratégico inclui o desenvolvimento de um projeto prioritário para neutralizar a ameaça de drones, que já apresentou relatórios de progresso nesta temporada.
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O anúncio de expansão bélica ocorre sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que solicitou a Israel a realização de ataques apenas “cirúrgicos” no Líbano para evitar um conflito total. Apesar do apelo por cautela, operações israelenses no sul libanês resultaram na morte de pelo menos sete pessoas nesse último sábado e na demolição de estruturas civis – ação que o exército justificou como resposta ao uso do espaço pelo Hezbollah.
Irã busca apoio de Omã e Alemanha para plano de paz com os EUA
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, realizou neste domingo uma série de consultas diplomáticas com Omã e a Alemanha para discutir os esforços de paz na região. Nas conversas com o ministro de Omã, Badr Al-Busaidi, e com o chanceler alemão, Heiko Maas, Araghchi detalhou, em comunicado no Telegram, as iniciativas de Teerã para encerrar o que classificou como uma “guerra imposta” pelos Estados Unidos e por Israel nesta fase. O movimento diplomático ocorre menos de 24 horas após o Irã confirmar a entrega de um plano para o encerramento permanente das hostilidades, mediado pelo governo do Paquistão.
O diálogo com Omã é visto como estratégico, dado o papel histórico do país como mediador entre Teerã e o Ocidente em momentos de crise aguda nesta temporada. Araghchi reforçou a necessidade de estabilizar a região e interromper a alta das tensões, enquanto as autoridades iranianas aguardam um posicionamento oficial da Casa Branca sobre os pontos apresentados no plano de paz entregue nesta última sexta-feira.
Segundo o vice-ministro do Irã para Assuntos Internacionais e Jurídicos, Kazem Gharibabadi, a proposta enviada a Washington visa garantir a segurança e os interesses nacionais do país, ressaltando que o Irã está preparado tanto para a via diplomática quanto para a manutenção do confronto caso a decisão norte-americana seja pela continuidade da abordagem conflituosa.
Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na Truth Social, que revisará o documento em breve, mas demonstrou forte ceticismo quanto à aceitação dos termos neste momento. Trump escreveu que não imagina que o plano seja aceitável, argumentando que o Irã ainda não pagou um preço adequado por suas ações nas últimas décadas.











