‘Não é a primeira vez na política brasileira que vemos essa tentativa dos assassinatos de reputações’, afirma o deputado Fernando Filho

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‘Não é a primeira vez na política brasileira que vemos essa tentativa dos assassinatos de reputações’, afirma o deputado Fernando Filho


O deputado federal Fernando Filho (União-PE) classificou a Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal, como uma “tentativa de assassinato de reputações” com motivações políticas.

A ofensiva policial, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga supostos desvios em emendas parlamentares e contratos de pavimentação em Petrolina que totalizam R$ 198,8 milhões.

Em entrevista exclusiva ao Programa Edenevaldo Alves, na Rádio Petrolina FM, o parlamentar demonstrou serenidade diante da investigação, embora tenha criticado a condução do processo.

“Decisão judicial você não comenta, né? Você respeita e com muita serenidade, quem tá na política tem que estar sujeito a sempre dar explicação e a poder, digamos assim, mostrar os fatos”.

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Divergência jurídica e manifestação da PGR

Um dos pontos centrais da defesa de Fernando Filho é a existência de pareceres contrários à operação dentro do próprio sistema de Justiça. Segundo o deputado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não teria endossado as medidas cautelares aplicadas.

O parlamentar afirmou que houve manifestação contrária do Ministério Público e da PGR em relação à operação. “Mesmo assim o ministro decidiu em frente”, declarou Fernando Filho sobre a ordem dada pelo ministro Flávio Dino.

O deputado sustenta que a investigação apresenta “fragilidade” e que o direito de defesa será exercido durante o processo.

O foco da investigação

A Polícia Federal apura a atuação de um grupo suspeito de fraudar licitações e desviar recursos federais enviados ao município e à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

O relatório aponta que R$ 120,1 milhões dos contratos analisados tiveram origem em emendas ou Termos de Execução Descentralizada (TEDs) capitaneados pelo ex-senador Fernando Bezerra Coelho ou pelo próprio Fernando Filho.

Os investigadores citam indícios de formação de cartel e movimentações financeiras atípicas envolvendo empresas ligadas ao núcleo familiar, incluindo aportes para uma empresa de consultoria e para uma firma que tem como sócia a esposa do deputado.

Histórico e viés eleitoral

Para Fernando Filho, a operação repete padrões observados em ciclos eleitorais anteriores. Ele argumenta que o impacto midiático inicial muitas vezes supera o resultado jurídico final das apurações.

“No passado a gente já enfrentou e todo mundo falava, falava, mas depois ninguém deu a mesma exposição quando o assunto foi devidamente esclarecido e resolvido”. O parlamentar reforçou que as contas de Petrolina estão regulares e aprovadas pelos órgãos de controle.



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