INFECÇÃO
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Doença grave do sistema nervoso central, a meningite pode ser fatal e exige atenção aos sinais e vacinação para prevenir casos graves e surtos
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A meningite é uma das doenças infecciosas mais graves que afetam o sistema nervoso central, ela causa inflamação das meninges — membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
A enfermidade pode ter diferentes causas, sendo as bacterianas e virais as mais frequentes e perigosas. No Brasil, a meningite é considerada endêmica, ou seja, casos são esperados ao longo de todo o ano.
A meningite é mais frequente no primeiro ano de vida. Mas pessoas não vacinadas, de qualquer idade, são vulneráveis à infecção.
Em 2024, o País registrou 14.352 casos suspeitos de meningite, com 7.706 confirmados, representando 53,7% dos casos notificados, segundo dados da Coordenação-Geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis.
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O Dia Mundial de Conscientização sobre a Meningite, que ocorre nesta quinta-feira, 24 de abril, tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre os riscos da doença e reforçar a importância da prevenção por meio da vacinação.
“Este dia é muito importante pelo fato de que com a diminuição progressiva da ocorrência deste evento, pode haver uma certa despreocupação da população e com isso refletir nas baixas taxas de cobertura vacinal, sobretudo no primeiro ano de vida”, esclarece o médico infectologista Paulo Sérgio Ramos, supervisor do Serviço de Infectologia do Hospital das Clínicas da UFPE.
Qualquer pessoa pode contrair a doença, mas a atenção especial é para as crianças. “O grupo mais vulnerável são crianças menores de um ano de idade devido a imaturidade do sistema imunológico,assim como maior exposição devido a fase pré escolar onde frequentam berçários e creches”, explica o médico.
Causas
A meningite pode ser causada por diversos agentes infecciosos — como bactérias, vírus, fungos e parasitas — ou por fatores não infecciosos, como doenças autoimunes, traumas ou cirurgias neurológicas.
Dentre todas, as formas virais e bacterianas concentram maior atenção da saúde pública devido ao risco de surtos, gravidade dos quadros e necessidade de tratamento imediato.
A meningite bacteriana, por exemplo, costuma exigir internação e início rápido da antibioticoterapia, enquanto as virais podem se resolver espontaneamente, com suporte clínico e monitoramento hospitalar.
Já os casos fúngicos e parasitários demandam tratamentos mais prolongados, muitas vezes com medicamentos específicos e cuidadosa avaliação da resposta imunológica do paciente.
Sintomas da meningite
Devido ao risco de complicações neurológicas e óbitos, qualquer suspeita de meningite deve ser considerada uma emergência médica.
Os sintomas mais comuns incluem:
- Febre alta;
- Dor de cabeça intensa;
- Rigidez na nuca;
- Náuseas;
- Vômitos.
Além da fotofobia, condição em que os olhos são excessivamente sensíveis à luz, causando desconforto, dor ou dificuldade em manter os olhos abertos em ambientes claros.
Em crianças, sinais como irritabilidade, moleira abaulada e choro persistente também são indicativos importantes.
“Quando a gente pensa num paciente com meningite, a gente sempre pensa num paciente com uma dor de cabeça muito forte, uma dor de cabeça diferente das que ele já teve antes, um paciente com quadro de vômito, febre, pode ter também algumas manchinhas no corpo”, explica a médica infectologista Andrezza de Vasconcelos, professora no curso de medicina da Unicap.
Diagnóstico
O diagnóstico costuma envolver exames laboratoriais, além de punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano.
“O diagnóstico é feito através da punção do LCR, uma punção na região lombar e é coletado uma quantidade pequena de líquido e esse líquido é analisado quanto às células e também quanto à presença da bactéria ou do parasita”, esclarece Andrezza.
Confirmado o tipo de meningite, o tratamento é iniciado conforme o agente causador:
- Casos bacterianos: exigem antibióticos potentes em ambiente hospitalar;
- Formas virais: muitas vezes, requerem apenas observação e cuidados clínicos;
- Infecções fúngicas ou parasitárias: necessitam de medicações específicas, geralmente por períodos mais longos.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A prevenção da meningite passa, em grande parte, pela imunização. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece vacinas que protegem contra os principais agentes bacterianos da doença. Entre elas estão:
- Vacina meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença causada pelo sorogrupo C do Neisseria meningitidis.
- Vacina meningocócica ACWY (Conjugada): amplia a proteção para os sorogrupos A, C, W e Y.
- Pneumocócica 10-valente (Conjugada): previne infecções pelo Streptococcus pneumoniae.
- Pentavalente: protege contra o Haemophilus influenzae tipo B, além de difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
A cobertura vacinal adequada é essencial para interromper a cadeia de transmissão da doença, especialmente entre crianças, adolescentes e pessoas com maior risco, como idosos e imunossuprimidos.
“As famílias precisam levar as crianças para que elas sejam vacinadas. É uma vacina absolutamente segura e muito importante. Todas as vacinas são muito importantes, mas quando a gente fala de meningite, que é uma doença que pode matar ou deixar sequelas”, enfatiza a médica.
Casos recentes reforçam necessidade de vigilância
Em fevereiro, a Secretaria de Saúde de Pernambuco confirmou o primeiro caso de meningite meningocócica de 2025 no Estado.
Trata-se de uma jovem de 19 anos, moradora do Recife, que apresentou sintomas no início de janeiro e foi internada em hospital privado.
Após tratamento, recebeu alta sem sequelas. Todas as pessoas próximas à paciente receberam quimioprofilaxia, medida preventiva recomendada em casos confirmados.
Em 2024, a mesma doença levou à morte uma criança de sete anos, residente no bairro do Ibura, também no Recife.
Assista ao último episódio do Videocast Saúde e Bem-Estar, do JC

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