Levantamento mostra petista com 57% das intenções de voto no primeiro turno e 61% em eventual disputa contra Flávio Bolsonaro.
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A preferência do eleitorado pernambucano para a Presidência da República permanece favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha encomendada pela Rede Tribuna. O levantamento mostra Lula liderando com folga tanto no cenário estimulado de primeiro turno quanto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No cenário estimulado para o primeiro turno, quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 57% das intenções de voto entre os pernambucanos. Em segundo lugar está Flávio Bolsonaro, com 22%.
Os demais nomes testados aparecem numericamente distantes dos dois principais concorrentes. Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 2% cada. Já Romeu Zema (Novo), Cabo Daciolo (Mobiliza), Samara Martins (Unidade Popular) e Rui Costa Pimenta (PCO) alcançam 1% das intenções de voto. Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram.
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Além disso, 9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 3% disseram não saber em quem votariam.
Segundo turno
O Datafolha também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os números mostram que o presidente mantém uma vantagem confortável sobre o adversário, embora o levantamento indique estabilidade em relação ao cenário medido há cerca de dois meses.
Em maio, Lula registrava 62% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Agora, aparece com 61%, variação de um ponto percentual dentro da margem de oscilação da pesquisa. Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 30% para 27% no mesmo período.
Também houve crescimento entre os eleitores que afirmam votar em branco, anular o voto ou escolher nenhum dos candidatos. Esse grupo saiu de 6%, em maio, para 10%, em julho. Já os indecisos passaram de 1% para 2%.
Os resultados indicam que, mesmo diante do aumento do percentual de eleitores que não optariam por nenhum dos dois candidatos, Lula preserva uma diferença superior a 30 pontos percentuais sobre o principal adversário testado no Estado.
Rejeição
Além das intenções de voto, o instituto mediu o índice de rejeição dos possíveis candidatos, perguntando aos entrevistados em quem eles não votariam de jeito nenhum.
Nesse quesito, Flávio Bolsonaro registra a maior rejeição entre todos os nomes apresentados, alcançando 56%.
Lula aparece em seguida, com 31% de rejeição, percentual significativamente inferior ao do principal adversário.
Na sequência aparecem Romeu Zema, com 11%, e Cabo Daciolo, com 10%. Ronaldo Caiado e Renan Santos registram 9% cada.
Rui Costa Pimenta e Edmilson Costa aparecem com 8% de rejeição. Leonardo Avalanche e Samara Martins têm 7%, enquanto Augusto Cury e Retis Dias (PSTU) registram 6%.
Entre os entrevistados, 2% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados, 1% disseram que votariam em qualquer um deles e 4% não souberam responder.
Os números evidenciam que, embora Lula também registre rejeição entre parte do eleitorado, o índice atribuído a Flávio Bolsonaro é quase o dobro do observado para o atual presidente.
Governo mantém aprovação estável
A pesquisa também avaliou a percepção dos pernambucanos sobre o governo federal. Os indicadores mostram um quadro de estabilidade quando comparados ao levantamento anterior.
Em maio, 63% dos entrevistados afirmavam aprovar a administração Lula. Agora, esse percentual é de 62%, oscilação de um ponto percentual.
Já a desaprovação passou de 34% para 35%, enquanto 3% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder nas duas pesquisas.
Os resultados sugerem que a avaliação do governo permanece praticamente inalterada no Estado, sem mudanças significativas no intervalo entre os dois levantamentos.
Avaliação do governo apresenta poucas oscilações
O Datafolha também perguntou aos entrevistados como classificam a gestão do presidente Lula. A avaliação positiva passou de 46%, em maio, para 45%, em julho.
A parcela que considera o governo regular cresceu de 25% para 27%. Já aqueles que classificam a administração federal como ruim ou péssima oscilaram de 28% para 27%.
O conjunto dos indicadores revela que a percepção dos eleitores pernambucanos sobre o governo federal permanece relativamente consolidada, sem alterações expressivas ao longo dos últimos meses.
O levantamento foi realizado entre os dias 28 e 30 de julho, com 1.022 eleitores. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e 95% de índice de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-04519/2026 e BR-0761/2026











