Lula critica profissão de gari, e Flávio faz motociata como o pai fazia

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Lula critica profissão de gari, e Flávio faz motociata como o pai fazia


Jandira Feghali (PCdoB) entra no mundo da sátira e escreve manual de sobrevivência para Flávio Bolsonaro, que já desmaiou em debate


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“O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?”
Como diria Nelson Rodrigues (1912-1980), “trocar nome de mulher é coisa de amador”. Lula da Silva (PT), não se sabe por quê, confundiu o nome da primeira-dama, Rosângela da Silva, com o da falecida Maria Letícia, morta em 2017.
— Perdi a Janja depois de 45 anos de casado. A plateia e a própria esposa viva deram um pinote.

A SANIDADE DO PRESIDENTE
Lula ainda deu outra bola fora quando afirmou que a atividade profissional de lixeiro “não é uma profissão que dá orgulho”, a pretexto de dizer que “falta oportunidade de trabalho” para quem não teve estudos.
— Eu vejo aquelas pessoas colhendo lixo. É uma profissão muito pobre… porque não é uma profissão que dá orgulho… “Eu sou lixeiro”… Ser lixeiro é coisa de pobre, provocou o presidente.

TAL PAI…
…tal filho. Flávio Bolsonaro (PL) tirou o sábado para repetir estripulias que o pai, Jair Bolsonaro (PL), fez em campanha. O candidato vestiu a camisa da seleção brasileira, andou de moto e de barco, levando uma foto do pai.
— É na terra, é no céu e é no mar. Todo mundo Bolsonaro, todo mundo querendo mudar o Brasil, disse.

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A CONTA CHEGOU
Para a Confederação Nacional do Comércio (CNC), “a conta já está alta demais”. A entidade pergunta por que fazer “mudanças nas regras do trabalho às vésperas das eleições”. A CNC lançou uma campanha nas redes sociais pedindo o adiamento da votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6×1.

GOVERNISTAS IGNORAM
A campanha da CNC não deve tirar o sono de senadores “ávidos por mudanças”, como o líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), que tem ignorado as pressões vindas da classe patronal.
— O projeto está mais do que amadurecido. Houve audiências na Câmara, com representantes dos dois lados. Não tem por que retardar essa votação, disse Braga.

UMA SATÍRICA COMUNISTA
Jandira Feghali (PCdoB-RJ) é uma deputada comunista que, como a maioria, se delicia com as mordomias que o Parlamento oferece. Cumprindo seu oitavo mandato, a médica cardiopediatra agora entrou no mundo da sátira.

“VOMITAR FAZ BEM”
A deputada resolveu publicar um manual de sobrevivência destinado a Flávio Bolsonaro que, durante um debate na Globo, em 2016, passou mal, cambaleou e foi amparado por Jandira.
— Primeiro, Flávio, beba água, isso é importante. Faça uma alimentação saudável. Converse com sua família. E eu não vou estar aí para te segurar, tá certo? E ainda tem uma preocupação: na hora em que vierem as perguntas mais barra-pesada, você precisa respirar fundo, afirmou a deputada, que, no piripaque, foi quem acudiu o filho mais velho de Bolsonaro.

A LATINIDADE DE “NOTURNA”
Fui ao encontro do músico olindense Fábio Trummer, líder da banda Eddie. A ideia era tomar um café, falar de cultura, dos dias quentes de Brasília, mas aí descansamos para “Noturna”, o novo álbum do grupo. Terminamos a última xícara ouvindo os versos de “Vou Chamar Meu Povo”.
Para quem prospera na demagogia / Para os que mentem pra ganhar / Para quem com o ódio contagia / Para quem se acha exemplar / Para quem elege os derrotados / Pra quem usa força pra calar / Para os que se sentem autoridade / Para os que oprimem pra lucrar.
Escute aqui a entrevista na íntegra:

PENSE NISSO!
Abro a página do jornal e leio que o governo “estuda medidas para ampliar a concorrência” no setor aéreo. Para isso, vai atrair novas companhias, incluindo aquelas classificadas como “low cost”.

Quem viaja nos acanhados voos das aéreas, atualmente, sempre escuta um apelo para que os passageiros despachem suas bagagens, porque o voo está lotado, e aquela ladainha toda.

Em um desses voos “low cost”, por exemplo, do Recife para Petrolina, você leva somente a escova de dentes. Logo o brasileiro, que tem costumes exóticos de carregar um armário em cada viagem.

Mas a prática já demonstrou que o que encarece o voo não é a mala do passageiro; são os tributos, os custos cartorários e a judicialização que o passageiro gosta de praticar até quando a janelinha emperra.
Mais voos e menos burocracia. Desde que sejam mais baratos.

Pense nisso!

 






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