Na última semana, aliados do ex-prefeito havia apresentado denúncias sobre problemas na saúde em Pernambuco. Raquel Lyra rebateu as alegações
JC
Publicado em 01/06/2026 às 23:17
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Trazendo de volta a saúde pública de Pernambuco ao debate político, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato, João Campos (PSB), publicou um vídeo criticando a gestão estadual na noite desta segunda-feira (1º). A publicação veio dias depois da governadora Raquel Lyra (PSD) anunciar um novo pacote de entregas e requalificações na área.
No vídeo publicado no Instagram, João Campos apontou uma redução de repasses ao setor. Segundo ele, os investimentos caíram de 18,8% da receita em 2022 para 15,8% em 2025. O pré-candidato afirmou que essa queda de três pontos percentuais representa cerca de R$ 1,5 bilhão a menos aplicados em um único ano.
O ex-prefeito ainda ressaltou que esse valor equivale ao triplo do custeio anual das principais emergências estaduais. Ele também criticou a ausência de novas construções nos últimos três anos. “Nenhuma nova unidade foi iniciada e concluída em Pernambuco nesse período”, declarou no vídeo. Para Campos, o Estado “retrocedeu na saúde”.
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Defesa após novo pacote de entregas
O assunto se tornou debate político na última terça-feira (26), quando o deputados estaduais do PSB apresentaram um relatório com denúncias sobre superlotação, redução de leitos, problemas estruturais e fechamento de unidades da rede estadual.
No mesmo dia, Raquel Lyra havia entregue a requalificação do bloco cirúrgico ambulatorial do Hospital Otávio de Freitas, em Tejipió, Zona Oeste do Recife. Em coletiva de imprensa, a governadora rebateu as alegações de cortes e garantiu que o Estado vive o maior ciclo de investimentos de sua história. Em 2023, o montante total aplicado teria chegado a R$ 11,4 bilhões, segundo a gestão.
Lyra também criticou a narrativa da oposição sobre a realização de intervenções puramente estéticas. “Não estamos fazendo discurso, não estamos fazendo obra de fachada. Nós estamos fazendo obra séria”, afirmou. A governadora detalhou que as reformas incluem climatização, troca de esquadrias e recuperação hidráulica.
Superlotação e histórico do sistema
O sistema hospitalar pernambucano, concentrado na Região Metropolitana do Recife, foi tema comum entre os dois políticos. João Campos lembrou que as maiores unidades foram construídas muito antes do surgimento do SUS, não acompanhando o crescimento populacional. A atual gestão, por sua vez, reconheceu a pressão no atendimento diário.
“Existe sim superlotação de hospitais”, admitiu a governadora. Contudo, ela ressaltou que muitos casos de menor gravidade deveriam ser absorvidos pelas unidades municipais. “Aqueles que são verdes não deveriam estar aqui”, argumentou, fazendo referência aos prontos-atendimentos das prefeituras.












