Jamaicano se apresentou no Geraldão, em 1980, em turnê conjunta com Gilberto Gil; Show rendeu abertura de processo na Justiça pela defesa da maconha
Emannuel Bento
Publicado em 24/11/2025 às 16:11
| Atualizado em 24/11/2025 às 18:29
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Falecido nesta segunda-feira (24), o cantor e compositor jamaicano Jimmy Cliff realizou dois shows no Recife ao longo de sua carreira. A primeira apresentação aconteceu em 28 de maio de 1980, no Geraldão, Zona Sul da cidade, durante uma turnê conjunta com Gilberto Gil. À época, o ginásio era um dos principais palcos para grandes espetáculos no Recife.
Cerca de 20 mil pessoas compareceram ao show, que acabou gerando um episódio inusitado: a abertura de um processo na Justiça.
O advogado Teócrito Guerreiro ingressou com uma ação por apologia e incitação ao crime, motivada pela interpretação da música “Legalize It”, cuja letra defendia o uso da maconha.
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Em 14 de junho, a reportagem “Juiz manda instaurar inquérito contra Gil”, publicada no Diario de Pernambuco, registrou que o juiz Rilton Rodrigues, da 4ª Vara Criminal, acolheu o parecer do promotor Francisco Miranda e determinou a abertura de um inquérito policial na Delegacia de Entorpecentes contra os artistas.
O caso chegou a ser encaminhado ao delegado Tito Aureliano, então titular da Delegacia de Entorpecentes, mas não teve continuidade e acabou esquecido pelo noticiário. Na época, a cobertura também destacou que o alambrado do Geraldão havia sido danificado durante o evento.
Coletiva

Jimmy Cliff durante passagem pelo Brasil, ao lado de Gilberto Gil – Reprodução
Antes da apresentação, Jimmy e Gil concederam uma entrevista à imprensa no quarto de hotel onde estavam hospedados. Na conversa, Gil afirmou que a turnê era fruto de uma afinidade cultural: “O processo de emancipação cultural das comunidades negras, fora da África, ganhou aceleração muito grande nos último tempos. Daí estarmos juntos nestes recitais pelo Brasil”.
Jimmy comentou que havia percebido que a raça não era uma questão central no país: “Fundamental é a questão econômica, embora a racial também exista”.
Ele também refletiu sobre a trajetória do reggae no Brasil: “Durante certo tempo se fala muito em torno de uma determinada música e se diz que ela vai estourar, e naquele momento não estoura. Porém quando ninguém está falando, a música surge e começa a ser necessitada por todo o mundo. Foi o que aconteceu com o reggae no Brasil, simplesmente”, disse.
Jimmy e o Brasil
Jimmy Cliff manteve uma relação próxima com o país. Ele voltou ao Recife em 1991, com show também no Geraldão.
Naquele mesmo ano, gravou em Salvador o álbum Breakout, lançado no ano seguinte com participações de Olodum e Araketu. Ele chegou a residir na cidade durante alguns anos.
Bem antes disso, na década de 1960, gravou o álbum “Jimmy Cliff in Brazil” (1968) — que menciona Recife na canção “Serenou” — e participou do Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro, em 1969.
Nos anos 1980, voltou ao Brasil após lançar o elogiado Give Thankx (1978).
Curiosamente, Jimmy Cliff faleceu no mesmo período em que seu parceiro Gilberto Gil está no Recife para os últimos shows da turnê de despedida, “Tempo Rei”.
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