Jaboatão inaugura maior planta de biometano do Nordeste com investimento de R$ 258 milhões

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Jaboatão inaugura maior planta de biometano do Nordeste com investimento de R$ 258 milhões


Unidade instalada no Ecoparque da Orizon Valorização de Resíduos terá capacidade para produzir 110 mil m³ de combustível renovável por dia

Por

JC


Publicado em 27/03/2026 às 22:33



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O município do Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, inaugurou, na manhã desta sexta-feira (27), a maior planta de biometano do Nordeste. O empreendimento, fruto de um investimento de R$ 258 milhões realizado pela Orizon Valorização de Resíduos, transforma o lixo urbano em energia limpa, posicionando a região como protagonista na transição energética nacional.

Instalada no Ecoparque do bairro da Muribeca, a usina purifica o biogás gerado pela decomposição de resíduos sólidos para produzir o biometano. Quando atingir plena operação, a unidade injetará até 110 mil metros cúbicos diários de combustível renovável na rede da Copergás, substituindo fontes fósseis e atendendo à demanda industrial e veicular de Pernambuco.

Autoridades celebram avanço

A cerimônia de inauguração reuniu lideranças federais, estaduais e municipais. O prefeito do Jaboatão, Mano Medeiros, enfatizou o impacto do projeto para o futuro da cidade. “Jaboatão entra definitivamente no mapa da energia limpa do Brasil. Estamos transformando resíduos em oportunidade, tecnologia e geração de renda. Esse projeto coloca nossa cidade na linha de frente da transição energética no Nordeste. Também contribui para o enfrentamento das mudanças climáticas, preocupação de toda grande cidade atualmente, e Jaboatão está avançando”, afirmou o prefeito.

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Para o CEO da Orizon, Milton Pilão, o sucesso do projeto é resultado de um alinhamento estratégico entre os setores público e privado. “A inauguração da planta de biometano do Ecoparque Jaboatão é um marco para o desenvolvimento sustentável de Pernambuco e do Brasil, ampliando a oferta de soluções energéticas competitivas e de baixo carbono”, destacou Pilão.

Impacto socioeconômico e ambiental

Além da redução drástica na emissão de gases de efeito estufa, o projeto foca na inclusão social e no fortalecimento da cadeia produtiva local. Andréa Medeiros, gestora do programa de Políticas Públicas Sociais (PPS), ressaltou o potencial de empregabilidade da nova estrutura:

“Projetos assim mostram que é possível avançar na agenda ambiental gerando oportunidades para todos, com mais postos de trabalho para mulheres, pessoas com deficiência e toda a população de Jaboatão e de Pernambuco.”

O Ciclo do Biometano

O processo tecnológico adotado na planta consiste na captura do biogás do aterro sanitário, seguida por uma fase rigorosa de purificação (upgrading) que eleva o teor de metano ao nível do gás natural. O resultado é um combustível intercambiável, porém com pegada de carbono significativamente menor.

A vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, reforçou que a iniciativa consolida a estratégia estadual de inovação. “A inauguração desta planta representa mais do que uma nova unidade industrial. Pernambuco tem avançado em políticas ambientais importantes e criado condições para atrair investimentos e fortalecer setores produtivos com energia mais limpa”, declarou.

Representando o Governo Federal, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, pontuou a relevância para a matriz energética do país. “O início das operações desta planta representa um marco para o setor energético. Estamos transformando resíduos sólidos urbanos em energia limpa e renovável, reduzindo emissões e fortalecendo a soberania energética do país.”

Com o início das operações, o Ecoparque de Jaboatão — que já recebe resíduos de toda a Região Metropolitana do Recife — deixa de ser apenas um local de destinação final para se tornar um centro tecnológico de alta performance, provando que o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental podem caminhar em sintonia.






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