Irã proíbe armas dos EUA em Ormuz e oferece milhões por Trump e Netanyahu, diz imprensa local

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Irã proíbe armas dos EUA em Ormuz e oferece milhões por Trump e Netanyahu, diz imprensa local


A parte ocidental do Estreito está sob o comando da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica e a leste controlado pela Marinha do Exército do Irã



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O Irã afirmou nesta quarta-feira, 13, que não vai permitir o transporte de armamentos dos Estados Unidos para bases regionais pelo Estreito de Ormuz, segundo a imprensa iraniana. Um plano para a segurança da via teria sido finalizado, além de outra proposta de recompensa para ações contra o presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Com as forças armadas iranianas controlando estrategicamente o Estreito, “qualquer país que deseje transitar pelo estreito deve fazê-lo sob a supervisão das forças armadas do Irã, garantindo uma passagem sem danos”, afirmou o porta-voz do exército iraniano, Mohammad Akraminia, segundo a rede de televisão PressTV.

A parte ocidental do Estreito estaria sob o comando da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, em inglês), enquanto o trecho ao leste estaria sendo controlado pela Marinha do Exército da República Islâmica do Irã.

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O controle, segundo Akraminia, fortalece o “monitoramento e soberania” do Irã na região, além de gerar lucros com o petróleo informou a PressTV. Na mesma linha, o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, afirmou que o país pretende usar a via para a “geração de energia, produção econômica, defesa e segurança, e serviços marítimos”, também segundo a emissora.

A Comissão teria finalizado um plano para o desenvolvimento e segurança do Estreito, que será analisado quando o parlamento do país retomar as atividades, informou a PressTV.

Além disso, outra proposta prevê o pagamento de € 50 milhões pelo governo do país por ações” contra Trump e Netanyahu, e os comandantes do Comando Central americano (Centcom, na sigla em inglês) em retaliação pela morte do líder iraniano Seyyed Ali Khamenei em fevereiro.

Os representantes “devem ser submetidos a uma ação recíproca, a mesma ação que levou ao martírio de nosso líder. Este é o nosso direito”, disse Azizi, de acordo com a PressTV.

Comando Central dos EUA diz que redirecionou 67 navios comerciais em meio a bloqueio ao Irã

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) informou que as forças americanas redirecionaram 67 embarcações comerciais e permitiram que 15 transportando ajuda humanitária passassem desde o início do bloqueio aos portos do Irã há quatro semanas. Outras 4 embarcações foram desativadas, segundo o Centcom.

No início desta semana, as forças americanas garantiram que 2 embarcações comerciais dessem meia-volta para cumprir o bloqueio após comunicação por rádio e disparos de tiros de aviso com armas leves, demonstrando claramente que os EUA seguem cumprindo as determinações de bloqueio.


Em paralelo, o Departamento de Guerra do governo americano informou que firmou novas estruturas de acordos com uma série de novos participantes disruptivos e inovadores comerciais para expandir agressivamente as capacidades de ataque das Forças Armadas.

Os acordos com a Anduril, CoAspire, Leidos e Zone 5 lançarão o programa de Mísseis Conteinerizados de Baixo Custo (LCCM, na sigla em inglês), enquanto um acordo paralelo com a Castelion impulsionará uma iniciativa para ampliar soluções hipersônicas de baixo custo, segundo comunicado divulgado no site do comando.

O esforço permite ao Departamento adquirir mais de 10.000 mísseis de cruzeiro de baixo custo em apenas três anos, a partir de 2027.






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