Hantavírus: casos confirmados no Paraná não têm ligação com surto em cruzeiro, diz ministério

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Hantavírus: casos confirmados no Paraná não têm ligação com surto em cruzeiro, diz ministério


Surto internacional com casos confirmados e suspeitos em passageiros de um navio com histórico de circulação na América do Sul está em investigação

Por

Cinthya Leite


Publicado em 08/05/2026 às 19:59
| Atualizado em 08/05/2026 às 20:04



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Dois casos de hantavírus confirmados no Paraná não têm relação com o surto investigado em um navio de cruzeiro que circulou pela América do Sul, informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (8).

Segundo a pasta, o Brasil não registra circulação do genótipo Andes, variante associada aos episódios raros de transmissão entre pessoas registrados na Argentina e no Chile e identificada entre passageiros da embarcação.

Em nota, o ministério afirmou que o risco global de disseminação do hantavírus segue baixo, conforme avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A investigação internacional acompanha casos confirmados e suspeitos relacionados ao navio, mas, até o momento, sem impacto direto para o Brasil.

De acordo com o governo federal, os casos brasileiros de hantavirose não apresentam transmissão interpessoal.

No País, já foram identificados nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, sem registros de contágio entre pessoas.

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O ministério informou ainda que o Brasil registrou 35 casos da doença em 2025. Em 2026, até agora, sete casos foram confirmados.

Especialistas ouvidos pelas autoridades sanitárias destacam que a transmissão entre pessoas do hantavírus do tipo Andes é considerada limitada e costuma ocorrer em contatos próximos e prolongados.

Ainda assim, ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro, exigem monitoramento e medidas de controle para evitar disseminação. Até o momento, as ações de isolamento e controle adotadas pelas autoridades sanitárias internacionais se mostram adequadas para reduzir o risco de disseminação.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados. A forma mais comum registrada no Brasil é a síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH), que pode comprometer pulmões e coração.

Cenário epidemiológico no Brasil

Desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos. Os dados recentes apontam tendência de redução.

Em 2025, o País registrou 35 casos e 15 óbitos, menor número desde o início da série histórica recente. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos, sem relação com a situação internacional.

O Ministério da Saúde assegura que mantém vigilância contínua em todo o território nacional, com ações de controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico.

Quais são os sintomas de hantavirose?

Na fase inicial, a hantavirose causa os seguintes sintomas:

  • Febre;
  • Dor nas articulações;
  • Dor de cabeça;
  • Dor lombar;
  • Dor abdominal;
  • Sintomas gastrointestinais.

Na fase cardiopulmonar, os sintomas da hantavirose são:

  • Febre
  • Dificuldade de respirar
  • Respiração acelerada
  • Aceleração dos batimentos cardíacos
  • Tosse seca
  • Pressão baixa.

Como a hantavirose é transmitida? 

A infecção humana por hantavirose ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados.

As outras formas de transmissão, para a espécie humana, são:

  • Percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordedura de roedores;
  • Contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores;
  • Transmissão pessoa a pessoa, relatada, de forma esporádica, na Argentina e Chile, sempre associada ao hantavírus Andes.

O período de transmissibilidade do hantavírus no homem é desconhecido. Estudos sugerem que o período de maior viremia seria alguns dias que antecedem o aparecimento dos sinais/sintomas.

Já o período de incubação do vírus, ou seja, o período que os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é, em média, de uma a cinco semanas, com variação de três a sessenta dias.

Diagnóstico de hantavirose

Atualmente, os exames laboratoriais para diagnóstico específico da hantavirose são realizados em laboratórios de referência. Os exames estão disponíveis na rede pública de laboratórios para confirmação ou descarte dos casos.

O diagnóstico é feito, basicamente, por meio da sorologia. O Ministério da Saúde disponibiliza os kits necessários para testes sorológicos. 

Como tratar hantavirose? 

Não existe um tratamento específico para as infecções por hantavírus. As medidas terapêuticas são fundamentalmente as de suporte, ministradas conforme cada caso por um médico profissional.

Por se tratar de uma doença aguda e de rápida evolução, a hantavirose é de notificação compulsória imediata (deve ser notificada em até 24h tanto para as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, quanto para o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde).

Como a hantavirose é uma doença com transmissão respiratória, profissionais que possam estar expostos, como principalmente trabalhadores rurais, assim como profissionais de saúde que irão realizar investigação à procura do local provável de infecção, devem utilizar os seguintes equipamentos de proteção individual: máscara pff3, luva, avental e oculos de proteção.






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