As fotografias do britânico Martin Parr voltam ao Brasil na exposição “Mundo Pequeno” (Small World). A mostra reúne 45 imagens produzidas entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990. A mostra abre em 15 de outubro na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp, na avenida Paulista, em São Paulo, com curadoria de João Kulcsár.
Em suas fotografias, Parr buscava o absurdo em situações que se tornaram banais para quem viaja. Turistas se espremem diante de monumentos, repetem poses aos montes e disputam os melhores ângulos para fotografar. O fotógrafo já havia levado uma mostra a São Paulo há dez anos.
É o caso de uma das imagens que mostra a “Mona Lisa“, no Louvre, vista através das telas de celular de dezenas de turistas amontoados no salão do museu. Outro exemplo é a imagem que captura dezenas de visitantes de Pisa tentando reproduzir a foto clássica em que se finge segurar a torre inclinada.
O fotógrafo transforma essas cenas em um retrato coletivo do viajante contemporâneo. Inserido no mundo digital, ele se divide entre conhecer um lugar e provar que esteve nele.
Publicada em livro pela primeira vez em 1995, “Mundo Pequeno” já passou por mais de 25 países. A mostra brasileira incorpora às 45 fotografias projeções, fotolivros e recursos interativos.
A exposição também inclui uma praia artificial na esplanada do Centro Cultural Fiesp, na avenida Paulista. Os visitantes poderão fotografar cenas de turismo na praia artificial ou pela cidade e publicá-las com a hashtag #parrmundopequeno, no estilo e temas do fotógrafo britânico. O curador exibirá O curador exibirá na televisão da galeria as imagens escolhidas. na televisão da galeria as imagens escolhidas.
A mostra marca ainda a passagem da obra de Parr pelo Brasil, há dez anos, quando ele teve uma mostra no Museu da Imagem e do Som, em 2016. A relação de Kulcsár com “Mundo Pequeno”, porém, começou duas décadas antes, em 1996, quando o curador viu a série em Edimburgo, na Escócia. O projeto de trazê-la ao país levou cerca de 30 anos para se concretizar.
Parr morreu em dezembro de 2025, aos 73 anos. Após a morte do fotógrafo, Kulcsár chegou a interromper o projeto, mas decidiu retomá-lo como uma homenagem.














