Na próxima terça-feira (23), às 15h, a Folha promove uma sessão gratuita do documentário “O Gato de Havana”, de Dacio Malta. O filme revisita a história do piano-bar El Gato Tuerto, palco de noites que marcaram a música de Cuba. Após a sessão, o diretor e o jornalista Alberto Villas participam de um debate.
O evento no auditório do jornal, no centro de São Paulo (alameda Barão de Limeira, 425 – Campos Elíseos), requer inscrição no Sympla.
Idealizado nos anos 1960 pelo produtor cultural Felito Ayón, o lugar se tornou um dos principais pontos de encontro da vida artística e intelectual da ilha. Pela casa passaram os cantores Omara Portuondo, Elena Burke, Ela Calvo, Pablo Milanés e Chucho Valdés, além dos escritores Gabriel García Márquez e Pablo Neruda.
Entre filins —gênero musical cujo nome deriva da palavra inglesa “feeling” e que valoriza a emoção na interpretação— e boleros, o bar também ficou conhecido pelas maratonas dedicadas a este repertório.
Em uma delas, somou 76 horas ininterruptas de apresentações, marca que entrou para o Livro dos Recordes, quando mais de 500 artistas se revezaram no palco para interpretar cerca de 2.000 canções sem pausa.
A música, no entanto, ainda convivia com outras expressões artísticas. O bar abrigava exposições de pintura de vanguarda e, no andar de cima, recordam alguns entrevistados, funcionava um restaurante sofisticado com louças cerâmicas de Amelia Peláez, nome central da arte cubana do século 20.
A fama da casa atraiu admiradores como Caetano Veloso, que visitou El Gato Tuerto para conhecer o compositor César Portillo de la Luz, autor do bolero “Contigo en la Distancia“, e Beyoncé, que dividiu o palco com a cantora Juana Bacallao em uma noite de 2014.













