EUA querem criar coalização internacional pela ‘Liberdade’ de navegação no Estreito de Ormuz pós-conflito

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EUA querem criar coalização internacional pela ‘Liberdade’ de navegação no Estreito de Ormuz pós-conflito


A participação pode ocorrer na forma de diplomacia, compartilhamento de informações, aplicação de sanções e presença naval ou outros tipos de apoio



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Os Estados Unidos querem formar uma coalização internacional para restaurar a circulação de navios no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Reuters.

A Reuters afirma ter tido acesso a um telegrama de terça-feira, 28, do Departamento de Estado, que diz que o secretário de Estado, Marco Rubio, aprovou a criação do Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC, na sigla em inglês).

A iniciativa teria duas partes: uma liderada pelo Departamento de Estado, que funcionaria como um centro diplomático entre os países parceiros e a indústria de navegação; e outra chefiada pelo Departamento de Defesa, que coordenaria o tráfego marítimo em tempo real e se comunicaria com embarcações que transitam por Ormuz, a partir da sede do Comando Central dos EUA, na Flórida.

“O MFC constitui um primeiro passo crucial no estabelecimento de uma arquitetura de segurança marítima pós-conflito para o Oriente Médio”, diz um trecho do telegrama divulgado pela Reuters.

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“Essa estrutura é essencial para garantir a segurança energética a longo prazo, proteger infraestruturas marítimas críticas e manter os direitos e liberdades de navegação em rotas marítimas vitais”, acrescenta.

Segundo a agência, as embaixadas dos EUA foram instruídas a compartilhar a nota diplomática oralmente com países parceiros até sexta-feira, 1º. Rússia, China, Bielorrússia, Cuba e “outros adversários dos EUA” não devem ser incluídos.

A participação na coalizão pode ocorrer na forma de diplomacia, compartilhamento de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outros tipos de apoio.

“Acolhemos com satisfação todos os níveis de envolvimento e não esperamos que o seu país transfira ativos e recursos navais para fora das estruturas e organizações marítimas regionais existentes”, diz outro trecho do telegrama.


“O MFC é distinto da campanha de Pressão Máxima do presidente e das negociações em curso”, acrescenta a nota, em referência à guerra no Irã. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o tráfego de navios em Ormuz foi reduzido.

Teerã bloqueou o estreito após ataques americanos e israelenses na região. Há duas semanas, Washington iniciou um bloqueio marítimo a portos iranianos para pressionar o país a negociar o fim das restrições e do conflito.

O Irã afirmou na terça-feira, 28, que a reabertura de Ormuz depende do fim definitivo da guerra com os EUA e Israel, além de garantias de segurança. Já o presidente americano Donald Trump disse a executivos na quarta-feira, 29, que pode manter o bloqueio naval aos portos iranianos por meses, se necessário, segundo o portal Axios.






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