Esclerose múltipla: diagnóstico precoce e acompanhamento ajudam no controle da doença

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Esclerose múltipla: diagnóstico precoce e acompanhamento ajudam no controle da doença


No Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, hospital destaca importância do diagnóstico, tratamento e cuidado multidisciplinar


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O Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, celebrado neste domingo (30), chama atenção para a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento especializado e do acesso ao tratamento para pessoas que convivem com a doença.

Em Pernambuco, o Hospital Pelópidas Silveira (HPS), unidade de referência em neurologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), acompanha pacientes com a condição e reforça a necessidade de um cuidado que considere também os impactos emocionais e sociais do diagnóstico.

 

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O que é esclerose múltipla?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica e inflamatória que afeta o sistema nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal. Na doença, o sistema imunológico ataca a mielina, estrutura que protege as fibras nervosas e contribui para a transmissão das informações entre o cérebro e o restante do organismo.

Os sintomas podem variar de acordo com cada paciente e incluem fadiga, alterações na visão, fraqueza muscular, formigamento, desequilíbrio, rigidez, dor e alterações cognitivas ou emocionais. Em muitos casos, os sinais aparecem em episódios conhecidos como surtos e podem desaparecer parcial ou completamente, o que pode dificultar a identificação da doença nos primeiros momentos.

Além dos sintomas físicos, o diagnóstico pode provocar dúvidas e inseguranças sobre o futuro. Foi o que aconteceu com Thiago Martins, paciente do HPS, diagnosticado em fevereiro de 2026. Segundo ele, o primeiro contato com a doença foi acompanhado pelo receio sobre as mudanças que poderiam ocorrer em sua vida.

“Eu senti muito medo do futuro e de como seria a minha vida”, relata.

Com o acompanhamento do neurologista Gabriel Serva, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do HPS, Thiago passou a compreender melhor a condição e a importância dos cuidados cotidianos. A prática de atividade física e a adoção de hábitos mais saudáveis passaram a fazer parte da rotina.

“Com o acompanhamento do Dr. Gabriel Serva e as orientações de cuidados, como a prática de atividade física e a regulação da alimentação, fui conseguindo lidar melhor com a doença”, conta.

A experiência de José de Rodrigues, também paciente do hospital, mostra outro aspecto da convivência com a esclerose múltipla. Diagnosticado em 2024, ele afirma que o início foi difícil, mas que o acompanhamento médico e a adesão ao tratamento permitiram manter a rotina.

“De início, é sempre um choque, mas, com o acompanhamento médico e o tratamento medicamentoso com fingolimode, aliado à adoção de hábitos saudáveis, eu sigo uma vida normal, sem crises por conta da doença”, afirma.

Para Gabriel Serva, o tratamento deve considerar as características e necessidades individuais de cada paciente. O especialista também destaca os avanços nas opções terapêuticas disponíveis para a doença.

“Essa data é bastante importante para conscientizar a população e mostrar que existem, sim, terapias eficazes e um arsenal terapêutico amplo, que permite reduzir as incapacidades e evitar o acúmulo delas ao longo do tempo, além de contribuir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, explica.

Segundo o neurologista, o acompanhamento por diferentes profissionais também é importante ao longo do tratamento. “Também vale ressaltar a importância do acompanhamento por uma equipe multidisciplinar durante toda essa jornada, oferecendo um cuidado integral e adequado às necessidades de cada paciente”, completa.

Embora ainda não tenha cura, a esclerose múltipla possui tratamentos capazes de reduzir a atividade inflamatória da doença e a ocorrência de surtos. Com o controle da condição, é possível diminuir o risco de acúmulo de incapacidades ao longo do tempo.

Em junho de 2025, o Ministério da Saúde atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Esclerose Múltipla, documento que estabelece orientações para o diagnóstico e o tratamento da doença no SUS.

Cuidados

O cuidado não se limita ao uso de medicamentos. Fisioterapia, atividade física orientada, controle dos sintomas e acompanhamento multiprofissional também podem contribuir para preservar a funcionalidade, a autonomia e a qualidade de vida. Como o diagnóstico pode ser complexo, a avaliação e o acompanhamento com um neurologista são fundamentais.

Com tratamento adequado e acompanhamento contínuo, pessoas com esclerose múltipla podem manter diferentes atividades da vida cotidiana e seguir com seus projetos pessoais e profissionais. Trabalho, estudos, prática de atividades físicas, convivência familiar e uma rotina ativa podem fazer parte da vida dos pacientes.

No Hospital Pelópidas Silveira, o acompanhamento busca considerar não apenas os sintomas da doença, mas também as necessidades individuais de cada paciente, com foco na preservação da autonomia e da qualidade de vida.

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