Entre Moraes e as urnas Lula procura distância politicamente segura

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Entre Moraes e as urnas Lula procura distância politicamente segura


A crise do STF alcança a campanha do presidente, enquanto Flávio tenta associar André Mendonça ao combate à corrupção diante dos indecisos.


Clique aqui e escute a matéria

A equipe estratégica do governo Lula (PT) tem uma decisão a tomar sobre o tamanho de sua interferência na crise do Supremo Tribunal Federal. E isso vai interferir na campanha pela reeleição do atual presidente.

No início desta semana a campanha do petista já recebeu relatórios apontando que o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes resvala em Lula. Faz pouco mais de um mês que o líder petista e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União) jantaram na casa de Moraes. Naquele momento, as suspeitas sobre a relação entre o ministro do STF e o ex-banqueiro preso estavam em segundo plano nas investigações. O movimento, ao contrário de enfraquecer, demonstrava força institucional do presidente da República e isso podia ser bom para a eleição. Mas o vento virou bem rápido, por causa das mensagens divulgadas há alguns dias em que o magistrado tem interações, no mínimo, antiéticas e que ferem o próprio código da magistratura.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

Agora, Lula precisa se desvencilhar da ideia de que é aliado de Moraes. Mas tem dois problemas nisso.

Oposição

O primeiro problema é que a oposição também recebe os mesmos relatórios de pesquisas envolvendo o clima do eleitorado. E ninguém perdeu tempo. Flávio Bolsonaro (PL) rapidamente começou a tentar se associar ao ministro André Mendonça, que liberou as mensagens de Moraes com Vorcaro e causou toda a onda contra o colega. Flávio aproveitou um momento em que a opinião pública se voltou contra Moraes e levantou a bandeira de Mendonça, como se aliados fossem.

A ideia é implantar a polarização política no centro da crise do STF, mas tentando fazer uma conexão entre ele próprio, Mendonça e o combate à corrupção. Não vai convencer eleitores petistas, mas não é isso que ele pretende. A ideia é convencer indecisos e eleitores fora das bolhas.

Magoado

O segundo problema desse momento para Lula é que a mesma necessidade de se desvencilhar de Moraes pode complicar sua relação com um aliado fundamental para o futuro, caso o juiz não caia agora.

O petista pretende ser reeleito e, assim sendo, terá que lidar com os outros poderes no futuro. Quem sabe quais acordos foram feitos no jantar que reuniu Moraes, Alcolumbre e o próprio Lula? E se, agora, o candidato à reeleição abandonar o ministro do STF, quais acordos pode estar quebrando?

Caso Moraes sobreviva politicamente, tem um detalhe que não pode ser esquecido: ele será presidente do STF em 2027. Não é alguém fácil de se largar a mão, mesmo nesse momento, quando se pretende seguir chefiando o Executivo por mais quatro anos.

Dúvida

Esses dois problemas são grandes, porque resolvendo um você extrapola o outro. Encontrar um equilíbrio, na situação atual, não é tarefa fácil. Mas é para isso que os estrategistas da campanha de Lula ganham tão bem. O que pode amenizar um pouco o impacto para o petista é que Flávio tem atuação limitada nesse assunto. Se for muito adiante, corre o risco de lembrarem que ele chamava Vorcaro de “irmão… irmãozinho” em conversas pelo telefone. A crise atual também alivia para o candidato à reeleição os prejuízos com o assunto “Lulinha”.

No fim das contas, para Flávio, o caso Master é bom, mas é ruim. Para Lula o Master é ruim, mas é bom. A tendência é eles se movimentarem pouco e esperarem o segundo turno. Enquanto rezam pela direção do próximo escândalo. Pobre Brasil.






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *