Empresa multada por irregularidades em coleta de Noronha anuncia reforço na gestão de resíduos

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Empresa multada por irregularidades em coleta de Noronha anuncia reforço na gestão de resíduos



Após multa de R$ 700 mil, Ambipar informou aumento no transporte de resíduos, contratação de embarcações e ampliação dos turnos de trabalho na ilha

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Multada no último mês de fevereiro em R$ 700 mil pelo acúmulo expressivo de resíduos na Ilha de Fernando de Noronha, a empresa Ambipar, responsável pela coleta de lixo na região, anunciou a ampliação da capacidade logística no arquipélago.

A penalidade havia sido aplicada pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) após a constatação das irregularidades como o excesso de resíduos da construção civil, de materiais inertes e resíduos volumosos, armazenados de forma desordenada nas dependências da Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRS).

Além da multa, a gestora deveria adotar medidas emergenciais como a remoção prioritária e progressiva do passivo ambiental acumulado na Unidade de Triagem e apresentar um planejamento logístico detalhado de transporte, com a quantidade de redução e comprovação da destinação final adequada ambientalmente.

Segundo a Ambipar, entre agosto de 2025 e março de 226, foram transportadas mais de 2,5 mil toneladas de resíduos para fora de Noronha.

A empresa destacou, ainda, que quando assumiu a gestão da UTRS realizou um diagnóstico técnico que identificou passivos acumulados e a necessidade de reorganização da operação.

Em nota, a Ambipar afirmou que o levantamento apontou um passivo de cerca de 2.241 m³ de resíduos volumosos e aproximadamente 2.371 m³ de resíduos de poda, além de materiais sem segregação adequada e estruturas deterioradas que dificultavam o manejo e transporte dos resíduos.

“A companhia vem implementando uma série de medidas para ampliar a capacidade do sistema. Nos últimos 20 dias, foram realizadas 7 viagens marítimas, resultando na retirada de 588 toneladas de resíduos, volume significativamente superior às 350 toneladas mensais previstas contratualmente para o período”, disse no texto.

De acordo com a Ambipar, o reforço operacional levou à mobilização de novas embarcações próprias, contratação de embarcações terceiras, ampliação dos turnos de trabalho e novos equipamentos de processamento e organização dos resíduos, além de ações de educação ambiental e engajamento da comunidade.

“A gestão de resíduos em Noronha exige uma engenharia logística específica e atuação integrada entre operação, poder público e comunidade. Nosso foco é ampliar continuamente a capacidade do sistema para garantir estabilidade operacional e evoluir para um modelo cada vez mais sustentável de gestão de resíduos na ilha”, disse Mariana Leão, diretora da Ambipar.



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