Não há, infelizmente, um candidato que fuja da terrível realidade que se coloca para os eleitores: “direita” ou “esquerda”; Lula ou Flávio Bolsonaro
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Primeiro foi o ex-governador de Minas, o separatista Romeu Zema, que esteve em Pernambuco na condição de pré-candidato à Presidência da República, em busca de votos do eleitorado nordestino que, segundo ele mesmo pregou, não deveria fazer parte do “país rico” sonhado por ele. Lá só cabiam Minas, Rio, São Paulo e os Estados do Sul.
Novamente em busca de votos e também na condição de pré-candidato, veio em seguida o ex-governador Ronaldo Caiado, do Estado de Goiás, que deixou o Governo bem avaliado, com destaque para sua política de segurança, mais ou menos com a tese de que “bandido bom é bandido morto” com a qual, temos de admitir, uma população temerosa e desprotegida é forçada a aceitar.
Os dois foram “bolsonaristas” radicais, mas, com a prisão do “guru”, não aceitam a tese da hereditariedade e não apoiam a candidatura de Flávio Bolsonaro, ungido pelo pai mas rejeitado por grande parte dos “caciques” e dos aproveitadores de ocasião.
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E se antes Flávio era acusado de delitos menores, como o processo das rachadinhas, ou a compra de um imóvel por um valor incompatível com suas condições financeiras; de repente o “Zero Um” se viu envolvido na teia do Banco Master, num telefonema onde jurava amizade, fidelidade e apoio a Daniel Vorcaro, mas onde também pedia uma “ajudinha” de alguns milhões de reais, que seriam para dar continuidade a um filme sobre a história de vida do ex-presidente.
Mas, há quem diga que era o dinheiro do Banco Master quem bancava a estadia do irmão Eduardo nos Estados Unidos, onde o Zero Dois trabalha contra o Brasil e tem participação nos tarifaços de Donald Trump aplicados contra as exportações brasileiras.
Do outro lado, existe a candidatura para um quarto mandato do Presidente Lula, que envelheceu não apenas na idade, mas num discurso que valeu no processo de redemocratização, após duas décadas da ditadura militar, porém não vale mais, trinta anos depois. Um discurso paternalista, permeado de gafes, descompromissado com as contas públicas, mudo para as questões da segurança, conivente diante de escândalos como os registrados na Previdência, onde, como sempre, o trabalhador desemparado paga a conta.
Se de um lado o país também sofre com as contas, internas e externas, dos tristes anos da gestão de Jair Bolsonaro, que transformou o Brasil ‘num pária mundial”; do outro, dorme assustado com a ameaça da inflação, da quebra da Previdência, das ações do crime organizado e, se não bastasse, com as ameaças vindas de Donald Trump que, sempre incentivado pela família do ex-presidente, representa uma ameaça real para o nosso País. (Lembremo-nos da Venezuela: lá tem petróleo. Nós temos terras raras. O “imperialismo” Norte-americano, que parecia adormecido, esta de volta no Século 21).
O eleitor brasileiro, desesperançado, indaga a si mesmo: “Votar em quem?”…
Não há, no país, infelizmente, um único candidato que fuja dessa terrível realidade que se coloca para os eleitores: “direita” ou “esquerda”; Lula ou Flávio Bolsonaro, onde, além do radicalismo, estão ainda o despreparo, a incompetência, a ausência de uma proposta que possa pacificar a Nação, dividida desde o primeiro dia da gestão de Jair Bolsonaro, triste realidade que o presidente Lula nada fez para amenizar.
Ivanildo Sampaio é jornalista











