Preocupação expressa do Papa e sinais de possível invasão por terra no Irã geram tensas expectativas em todo o mundo, em desafio à fé pela paz
JC
Publicado em 30/03/2026 às 0:00
| Atualizado em 30/03/2026 às 7:05
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Período de introspecção reflexiva e compartilhamento da fé e da força dos rituais pelos cristãos, através da recordação e reprodução simbólica dos últimos dias de Jesus, a Semana Santa deste ano é envolta em medo e ansiedade. Enquanto os bombardeios com destruições e mortes continuam no Irã, no Líbano, em Israel e outros países da região, crescem os indícios de que Donald Trump e Benjamin Netanyahu preparam ofensiva de maior escala, possivelmente com tropas terrestres, para os próximos dias.
Seja para desbloquear o Estreito de Ormuz, seja visando ampliar o domínio sobre Teerã, as consequências para a região e o mundo, de ataques em largas dimensões, podem ser mais graves e ampliadas do que se observou até agora.
“Atroz” – foi assim que o Papa Leão 14 se referiu à guerra que se desenrola no Oriente Médio. No Domingo de Ramos, o pontífice – que é norte-americano de Chicago, com raízes europeias e africanas – falou a uma multidão que Jesus não pode ser usado como justificativa de nenhuma guerra.
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A preocupação de Robert Prevost, seu nome de batismo, é pertinente, quando os conflitos entram no segundo mês, em uma complexa espiral de efeitos sobre a economia global e a vida de milhões, ou até bilhões de pessoas, dentro e fora da zona direta de guerra. Mesmo em continentes distantes, como a América do Sul, os impactos econômicos podem chegar mais cedo e serem piores de que imaginamos.
Em citação bíblica, Leão 14 recordou aos líderes envolvidos, sem nomeá-los: “Ainda que façais muitas orações, não as ouvirei: vossas mãos estão cheias de sangue”. Como Trump e seus secretários têm se apropriado da linguagem cristã e, segundo relatos, a motivação de uma “guerra santa” é transmitida aos militares deslocados pelos EUA e Israel, a mensagem do papa não foi à toa.
O secretário de defesa estadunidense tem convocado, publicamente, a população e orar de joelhos pelas tropas em ação nas proximidades do Irã. A perspectiva da mimetização de uma guerra santa no Oriente Médio, no século 21, chega a ser tão assustadora que o Vaticano compreende a necessidade de reagir à pregação do ódio, em especial, esta semana.
A lição do Cristo deveria ser evidente aos propagadores da violência. “Deus sempre rejeita a violência. Em vez de salvar a si mesmo, permitiu ser pregado na cruz”, disse o papa. Mas a realidade nos próximos dias ou semanas pode ser o oposto do espírito cristão. A chegada de milhares de soldados dos EUA no Oriente Médio indica, segundo a imprensa norte-americana, que o Pentágono está pronto para o próximo passo – um calvário de sangue e sofrimento que a humanidade já conhece, sobretudo os castigados povos dos países ao redor de Jerusalém.
Caso Trump aprove o que está planejado, e sua equipe mais próxima abrace a ideia do entusiasmo da fé para impulsionar as tropas na Semana Santa, os próximos dias serão longos e penosos.
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