Com investimento estadual de R$ 250 milhões, o projeto conecta o Agreste ao Sertão e promete transformar a logística e beneficiar 4 milhões de pessoas
Roberta Soares
Publicado em 27/04/2026 às 14:17
| Atualizado em 27/04/2026 às 14:38
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– Guga Matos/JC Imagem
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A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), assinou o edital de licitação para as obras do primeiro trecho da duplicação da BR-232 conectando o Agreste e o Sertão do Estado. A assinatura aconteceu nesta segunda-feira (27/4), durante a realização do 9º Congresso Pernambucano dos Municípios, promovido pela Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco), no Recife.
O ato formalizou o início de uma obra estratégica para a integração de Pernambuco, aproximando o Agreste do Sertão. O trecho inicial a ser duplicado compreende 28,8 km, estendendo-se do km 149,10 ao km 177,90, entre as cidades de São Caetano e Belo Jardim, ambas no Agreste pernambucano. Esta etapa conta com um investimento estimado em R$ 250 milhões, que será custeado integralmente pelo governo estadual. Todo o projeto prevê a duplicação de um total de 264,9 km até a chegada em Serra Talhada, no Sertão.
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IMPACTO SOCIOECONÔMICO E O PLANEJAMENTO DA OBRA

Licitação das obras do primeiro trecho da duplicação da BR-232 é lançada para conectar Agreste e Sertão – Jonas Qurino/JC Imagem
A expansão da BR-232 é tratada como um divisor de águas para a infraestrutura de Pernambuco. A expectativa do Estado é que impulsione o desenvolvimento no Sertão, seguindo o exemplo do progresso gerado pela primeira duplicação da rodovia há vinte anos. A execução será dividida em dois lotes principais: Lote 1 (de São Caetano a Arcoverde) e Lote 2 (de Arcoverde a Serra Talhada).
Há uma semana o projeto de engenharia foi aprovado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), agilizando o lançamento do edital de licitação para início das obras no primeiro trecho. O edital será publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (28/4).
BR-232 MATA 50% A MAIS DO QUE A BR-101 EM PERNAMBUCO
Razões não faltam para que o governo de Pernambuco tenha pressa em duplicar a BR-232 até o Sertão. A BR-232 segue sendo a mais letal entre as BRs que cortam o Estado, matando 50% a mais do que a BR-101, por exemplo.
Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que, apesar de registrar menos sinistros de trânsito (não é mais acidente de trânsito que se define, segundo o CTB) que a BR-101, a BR-232 liderou o ranking de óbitos no Estado em 2025. Em anos anteriores também.
Embora a BR-101 concentre o maior volume de ocorrências de trânsito em Pernambuco, a BR-232 consolidou-se como a rodovia federal mais perigosa para a vida no último ano. Nela, as colisões são mais fatais do que na BR-101. Segundo os dados oficiais, em 2025, a BR-232 registrou 105 mortes, superando significativamente as 68 mortes contabilizadas na BR-101, que ficou em segundo lugar no ranking de letalidade. A diferença totaliza 54,4% a mais de mortes.
É claro que, como alerta a PRF, a extensão da BR-232 é muito maior do que a da BR-101 e esta rodovia é totalmente duplicada no corte que faz do Estado, o que não acontece com a 232. A BR genuinamente pernambucana tem mais de 550 km até a conexão com a BR-316, em Parnamirim, no Sertão pernambucano. Enquanto a BR-101 tem 300 km no Estado.
E, o que mais pesa: dos 550 km da BR-232, menos de 150 km são duplicados – entre Recife e São Caetano, no Agreste. E, mesmo assim, é um trecho que está degradado e perigoso, como mostrou reportagem do JC. Vale afirmar, ainda, que as duas BRs têm um volume de tráfego diário semelhante: entre 65 mil e 70 mil veículos.


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