SINISTROS
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Fraturas expostas, politraumatismos e lesões na coluna estão entre as ocorrências mais comuns, com casos que exigem cirurgias e longa reabilitação
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Durante o mês do Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para a redução de sinistros de trânsito, especialistas reforçam a importância da atenção e do comportamento seguro nas vias.
A distração provocada pelo uso do celular tem se consolidado como uma das principais causas de sinistros, tanto para condutores quanto para pedestres.
Dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) revelam que, só neste ano, foram registradas 12.642 notificações no Sistema de Informação Sobre Acidentes de Transportes Terrestres (SINATT).
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Ocupantes de motocicletas estão entre os mais afetados
Segundo a ortopedista Maria Eduarda Valadares, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, os ocupantes de motos – não só condutores, mas também passageiros – figuram entre as principais vítimas dos sinistros relacionados à distração no trânsito.
“Eles usam o celular para navegação, mensagens ou chamadas enquanto pilotam, e estão fisicamente mais expostos. Motoristas de aplicativo também surgem com frequência nos atendimentos, tentando conciliar direção com interações no celular”, alerta a médica.
Uso do celular
A especialista ressalta que, embora muitos acidentados não admitam diretamente o uso do celular no momento do sinistro, os relatos de distração e perda de atenção são recorrentes nas triagens e atendimentos.
Além do álcool, o uso do celular está entre os comportamentos de risco que mais preocupam os profissionais de saúde.
Pedestres também não estão isentos desse problema. Muitos se tornam vítimas de atropelamento por atravessarem ruas olhando para a tela ou até provocam sinistros ao se locomoverem de maneira desatenta.
Transporte por aplicativo e entregas
A crescente demanda por serviços de entrega e transporte por motocicletas, como Uber Moto e 99 Moto, tem sido apontada como um dos fatores que contribuem para o aumento das ocorrências de acidentes no trânsito.
A rotina intensa desses profissionais, somada à pressão por agilidade, eleva o risco de distração e de comportamentos inseguros nas vias.
Lesões são graves
Os atendimentos na UPA revelam que os sinistros causados por distração vão muito além de ferimentos leves. Fraturas expostas, entorses, lesões nos ossos da perna e antebraço estão entre os casos mais frequentes.
“Pode também ocorrer politraumatismos, fraturas de pelve, fêmur e coluna. Muitos desses casos podem necessitar de cirurgia, internação prolongada e meses de reabilitação”, explica Maria Eduarda.
A médica ainda reforça que as consequências não se limitam à saúde. Dependendo da gravidade, a recuperação pode comprometer a capacidade de trabalho do paciente, especialmente naqueles que dependem de atividades que exigem esforço físico ou mobilidade.
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