Diogo Defante foi sequestrado momentos antes de começar o show, mas se livrou da mordaça, retirou o robô humanoide sequestrador do palco e louvou os seres humanos.
Foi com uma encenação híbrida, que começou no telão e terminou no palco, o início da apresentação do humorista Diogo Defante com banda, no palco Supernova do Rock in Rio, nesta sexta-feira (4).
Em 2024, o espaço teve apresentação do também humorista Whindersson Nunes.
O público desta sexta, boa parte formado por adolescentes homens —e algumas crianças na corcunda dos pais—, bateu cabeça, abriu rodas punk e gargalhou com o bom hardcore besteirol do comediante.
Os fãs xingavam Defante ao fim de cada música. A ironia começou na internet, onde o comediante explodiu com humor “nonsense”.
A despeito de conduzir um show de rock, com som alto, Defante se esforçou para pronunciar palavras com precisão para que o público apreendesse as letras carregadas de humor.
Uma das canções questiona o dicionário Aurélio, cuja folha só serve para “apertar um fino”. Em outra letra, um garoto não dá bom dia ao gari —”não se importa com quem faz a coleta/ só quer chupar seu picolé Moleca”. Descobre-se, no fim, que ele era mudo. Coube ainda músicas sobre pelos pubianos, a reprodução do capim no mato e a história de um lobisomem que lambe policiais à noite, o “lambesomem”.
Um homem vestido de coelho se jogava na plateia de tempos em tempos, e fez isso mais de cinco vezes. O robô humanoide, chamado Gepeto, referência ao ChatGPT, dançou no palco e foi xingado por Defante e pelo público. “Uma salva de vaias”, pediu o artista.
“É inacreditável estar aqui”, disse Defante, 35, rockeiro desde a adolescência. Ele foi integrante de uma banda antes de enveredar para o humor. No fim do show, com o coelho e o robô humanoide em comunhão, Defante disse que “o rock voltou”. “Façam rock que a cena vai voltar”, disse.












