Marco legal dos livros

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Marco legal dos livros


Durante a Convenção Nacional de Livrarias, Paulo Werneck propôs a discussão e implementação de um conjunto de leis para regulação do setor


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Presidente da Associação Quatro Cinco Um, que faz a Revista Quatro Cinco Um e a Feira do Livro de São Paulo, além de editor da Tinta da China Brasil, Paulo Werneck foi um dos participantes da 34ª Convenção Nacional de Livrarias, que aconteceu nos últimos dias 2 e 3, no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo. Com olhar múltiplo sobre o mercado editorial, Werneck apresentou no evento uma proposta de se ir além da lei do preço único, restringindo a prática de descontos para a comercialização de livros novos durante o primeiro ano de lançamento – a chamada Lei Cortez, em tramitação lenta que mostra a dificuldade para sua aprovação no Congresso Nacional.
“A gente não tem conseguido convencer a sociedade da necessidade do preço único do livro. Mas essa não é, nem pode ser, uma pauta única”, diz ele, em depoimento à coluna Literária do JC. “Estamos trabalhando a ideia de um marco regulatório do livro. Todos os mercados relevantes do país têm marcos regulatórios próprios. Acabou de ser aprovado o marco regulatório de seguros. Então, por que o livro não pode ter um marco regulatório? Um conjunto de leis formando um arcabouço legal que regule uma série de anomalias que estão acontecendo no mercado. Temos problemas nas licitações, nos monopólios, na tributação. Há uma série de questões, além do preço, que poderiam ser amarradas por uma legislação a ser construída. Um marco civil do livro, em analogia ao marco civil da internet. Para mostrar que o país está pensando numa nova realidade legal para o livro no Brasil”.
Veja o vídeo com o depoimento completo de Paulo Werneck no Instagram @livronewsnoinsta.

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Prêmio Flipoços

Estão abertas as inscrições para o 5º Prêmio Flipoços RenovaGraf para escritores independentes. Nesta edição, romances inéditos que não foram impressos podem concorrer – a publicação exclusivamente digital não impede a participação. Os interessados podem se inscrever até 29 de setembro. Os três primeiros colocados serão anunciados em fevereiro de 2027, e os livros serão lançados no 22º Festival Literário Internacional de Poços de Caldas – Flipoços, de 24 de abril a 2 de maio do ano que vem. Outras informações em www.flipocos.com.

 

Massangana na Bienal

A semana é da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou na sexta, 4, e vai até o próximo dia 13, no Distrito Anhembi, na capital paulista. E a Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), está presente, representada pelo diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte, Túlio Velho Barreto. Sete novos títulos estarão disponíveis no estande da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), à qual Massangana é filiada. Entre os livros, “André Rebouças: minutas de uma reforma inconclusa”, organizado pela historiadora Cibele Barbosa e o museólogo Henrique Cruz, ambos da Fundaj.

Aleph na Bienal

A editora Aleph promove sessões de autógrafos em seu estande na Bienal do Livro de São Paulo, com Ernesto Xavier, Guilherme Kroll e Lady Sybylla nesta segunda, 7, respectivamente às 14h, 15h e 16h. Ernesto Xavier vai autografar “Na trilha dos orixás”, Guilherme Kroll leva “A incrível viagem de Valentina”, e Lady Sybylla, “Sol de irmão”.

IA e trabalho

Michelle Schneider, autora de “O profissional do futuro”, e Fernando Barra, de “Inteligência Artificial Ampliada: Você, a tecnologia e uma nova forma de trabalhar”, ambos da Buzz editora, participam do Salão de Ideias na Bienal do Livro de São Paulo nesta segunda, 7, na conversa “Inteligência Ampliada: O trabalho depois da IA”. A partir das 7 e meia da noite.

Literatura além da leitura

Na programação do Espaço Prêmio Jabuti, na Bienal do Livro de São Paulo, Gisele Corrêa Ferreira e André Kondo irão dialogar sobre o tema “A literatura pode ajudar a crescer?”, na terça, 8, a partir das 5 da tarde. Na base da conversa, a noção de que a leitura na infância não constitui mero passatempo, mas é essencial para a construção da linguagem e da autonomia.

A metamorfose Dietrich

Clarisse Ilgenfritz lança nesta quinta, 10, em Fortaleza “A metamorfose Dietrich” pela editora Patuá. Segundo a sinopse, o romance conta a história de Ivoneide, que se sente “inadequada desde que se conhece por gente” e acorda, certa manhã, “com as pernas metamorfoseadas em algo monstruosamente belo”. E para “mudar a forma como se vê no espelho”, ela terá ajuda da diva do cinema, Marlene Dietrich. No Bruta Flor, na capital cearense, a partir das 7 da noite.

A filha das Américas

Também pela Patuá, a escritora e editora Raíza Hanna Milfont faz o lançamento de “A filha das Américas” na sexta, 11, no Recife. O romance trata da história de uma jovem negra que sai de Olinda para viver com o namorado em Buenos Aires. O livro foi semifinalista do 1º Prêmio Kindle Vozes Negras. O evento será no Furdunço Café e Cultura, a partir das 7 da noite.

 


Divulgação

Calila das Mercês foi curadora do Fliparacatu – Divulgação

Fliparacatu

O 4º Festival Literário Internacional de Paracatu (MG), Fliparacatu, divulgou o balanço da edição, encerrada no domingo, 30 de agosto, com a curadoria de Sérgio Abranches, Calila das Mercês, Afonso Borges, Daniela Prado e Rafael Nolli. Com todos os debates disponíveis no Youtube do Fliparacatu, o evento contou com público de 32 mil pessoas, ao longo dos cinco dias de atividades. O patrocínio foi da Kinross, via Lei Rouanet. E o de 2027 já tem datas marcadas: de 25 a 29 de agosto, no centro histórico da cidade.








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