Hoje, 29 de outubro, é comemorado o Dia Nacional do Livro. A data refere-se à fundação da Biblioteca Nacional do Brasil em 1810, no Rio de Janeiro. E, em diálogo com a celebração, não podemos perder de vista as famílias que choram as dezenas de mortes ocorridas ontem na operação militar no Complexo do Alemão e na Penha. Nesse contexto, indicamos dois livros importantes para quem pretende compreender a situação das pessoas negras nesta sociedade. Estas são a maioria das vítimas da recente tragédia.
O primeiro livro é o Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. Escrito por Carolina de Jesus, mulher negra, e publicado em 1960, o material é considerado uma obra-prima. Nesse diário, Carolina de Jesus conta o cotidiano da favela do Canindé. Com uma linguagem simples, mas carregada de enorme profundidade e sensibilidade, ela aborda temas como a fome, habitação, racismo e política, violência doméstica, educação infantil, maternidade, capitalismo, alcoolismo, etc.
Outro livro que recomendamos é O Genocídio do Negro Brasileiro: Processo de um Racismo Mascarado, lançado em 1978. Esse livro foi escrito por um dos mais importantes nomes do Movimento Negro, Abdias do Nascimento. Ele faz críticas contundentes e indiscutíveis sobre o mito da democracia racial, que consolidou o racismo na sociedade brasileira. Discute a escravidão desconstruindo a ideia do “senhor benevolente”, o genocídio, a religião, o embranquecimento cultural, a exploração sexual da mulher africana, e fala sobre o Teatro Experimental do Negro (TEN) como reação ao racismo.

Precisamos ter em mente que a resistência ao racismo depende de uma educação teorizada pelos intelectuais negros, algo que a escola tradicional não nos ofertará. É por meio do conhecimento da realidade contemporânea e histórica que mobilizaremos instrumentos práticos para a sobrevivência coletiva do povo negro. Incentivar a leitura na comunidade é um ato antirracista. Lutemos para que o quarto de despejo não continue sendo um campo de extermínio.
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