Desbancado por Cury, Renan Santos ironiza capacidade do adversário, no Recife

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Desbancado por Cury, Renan Santos ironiza capacidade do adversário, no Recife


Presidenciável atribui avanço de Cury à ausência de posicionamentos e afirma que adversário terá de assumir posições durante a campanha


Clique aqui e escute a matéria

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) comentou, nesta sexta-feira (4), no Recife, o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas de intenção de voto e a ascensão do adversário à terceira colocação na disputa. Durante coletiva de imprensa em Pernambuco, o presidenciável voltou a questionar a estratégia adotada por Cury e atribuiu parte do desempenho do candidato à ausência de posicionamentos mais claros sobre temas considerados sensíveis no cenário político nacional.

“Basicamente ao não fazer nada e não ganhar rejeição, porque ele não quer se posicionar sobre nada, ele pegou o eleitor despolitizado. Naturalmente agora, no momento em que as pessoas vão precisar se politizar, ele vai precisar se posicionar. E, ao se posicionar, ele vai começar a merecer a rejeição”, afirmou dizendo acreditar que o oponente terá dificuldades para manter os índices quando for obrigado a assumir posições sobre temas mais controversos.

Eleições 2026

Selecione um cargo e uma UF para buscar.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

A reação ocorre após Cury registrar crescimento expressivo nos levantamentos mais recentes. Na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3), o escritor aparece com 8% das intenções de voto, seis pontos a mais do que na rodada anterior, enquanto Renan Santos tem 3%. Na Quaest, divulgada na quarta-feira (2), Cury marcou 10%, contra 3% de Renan. O movimento também aparece em outros levantamentos: na Futura/Apex, Cury chegou a 9,9%, enquanto Renan ficou com 2,8%.

Renan também questionou a existência de uma base política consolidada em torno de Cury e disse não identificar lideranças públicas que defendam a candidatura do adversário. Para ele, o crescimento está relacionado à atração de um eleitorado que rejeita a polarização entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O presidenciável voltou a criticar a polarização entre Lula e Flávio. Segundo ele, os dois grupos políticos estariam envolvidos em problemas que impedem, em sua avaliação, uma mudança efetiva no país.

Ao abordar diretamente o discurso de Cury, Renan citou o slogan que ganhou força na campanha do adversário “Nem picanha nem fuzil, eu quero Rivotril”, e classificou a mensagem como uma forma de alienação política. Cury, posteriormente, incluiu o mote à campanha com a formulação “Nem picanha, nem fuzil: quero o Brasil sem Rivotril”.

Renan afirmou ainda que pretende disputar esse eleitorado com um discurso de mobilização e, apesar de reconhecer o crescimento de Cury, disse acreditar que o adversário terá de abandonar a posição de não alinhamento quando os temas mais controversos da eleição forem colocados diante dele. “Ele vai ter que se posicionar agora”, resumiu Renan.

Ataques a João Campos

Durante a coletiva, Renan também falou do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e afirmou que fará oposição ao grupo político do socialista. O presidenciável direcionou críticas ao prefeito após mencionar vídeos publicados pela deputada federal Tabata Amaral (PSB), esposa de João, em que ela teria feito críticas à sua candidatura.

“Tenho uma ojeriza a figura do João Campos, à dinastia dele, a linhagem dele, do pai dele, das famílias de donos de canaviais e donos de escravos que eles tinham no século XIX, que essa é a origem da família dele. Vou fazer oposição a eles em todos os sentidos. O João Campos que é um frouxo, ele é um homem muito fraco, ele botou a esposa dele, que é a esposa home office que nunca estão juntos, que é a Tabata Amaral para ficar me atacando, gravando vídeos. Não vou responder ela e eu vim aqui responder ele. Ele eu respondo”. 

Renan ainda também relacionou sua crítica a João Campos ao cenário político de Pernambuco e afirmou que uma eventual derrota do prefeito na disputa estadual demonstraria, em sua avaliação, que a esquerda não teria uma visão majoritária no Estado.

Crise institucional

O candidato reforçou ainda críticas que já havia feito à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes. Ao comentar os episódios envolvendo o Banco Master, Renan afirmou que o Brasil vive uma crise institucional e defendeu uma nova Constituição.

“Não há mais um país, não há mais institucionalidade”, declarou. Na avaliação dele, os desdobramentos envolvendo o STF demonstrariam que a separação entre os Poderes teria se enfraquecido.

Renan também reforçou sua defesa do impeachment de ministros do Supremo e afirmou que a população brasileira precisa voltar a se mobilizar politicamente.

 






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *