Avenged Sevenfold diz que não há rivalidade no novo heavy metal no Rock in Rio

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Avenged Sevenfold diz que não há rivalidade no novo heavy metal no Rock in Rio


“Vocês estão muito educados hoje. É a chuva? São as músicas?”, disse o vocalista do Avenged Sevenfold, M. Shadows, já na reta final do show que a banda fez na noite deste sábado (5), no Rock in Rio. Fosse a chuva, fosse o repertório, o público no festival não pareceu estar aceso como em outras passagens do grupo por aqui.

O Avenged Sevenfold voltou ao palco Mundo, o principal do Rock in Rio, dois anos depois de ocupar o mesmo espaço no festival. Como em 2024, a banda encabeçou o “dia do metal”, renovando a data que antes era exclusiva de dinossauros como Iron Maiden e Metallica.

Desta vez, os americanos até tocaram músicas parecidas —um catadão do que fizeram de melhor entre as décadas de 2000 e 2010. Mas as músicas foram recombinadas, algumas substituídas por outras e eles incluíram uma faixa de seu EP mais recente, “Magic”.

O repertório pouco mudou, ao contrário da dinâmica e da urgência. Em 2024, o Avenged Sevenfold não tocava no Brasil havia dez anos. Antes disso, a banda tinha vindo outras quatro vezes ao país, entre 2008 e 2014, incluindo um show no Rock in Rio em 2013.

Desta vez, eles retornam após apenas oito meses da última apresentação no Brasil —quando fizeram o maior show solo de toda sua carreira, em São Paulo, no estádio Nubank Parque. É uma das bandas, como o Bring Me the Horizon, outra que tocou no palco Mundo no sábado, que tem uma base de fãs especialmente grande no país.

Na comparação com a atração anterior do mesmo palco, contudo, o Avenged Sevenfold esteve um tom abaixo. Se o grupo britânico botou o público para abrir inúmeras rodas punk, os americanos fizeram um show menos pungente, e recebido com menos euforia pela plateia.

A chuva que voltou a cair no Parque Olímpico pode ter ajudado a derrubar o clima. Assim como o atraso da banda em subir ao palco, meia hora após o horário marcado, por volta de 0h35, já na madrugada do domingo (6).

Parte disso também tem a ver com a própria música do Avenged Sevenfold. Criada em 1999, a banda faz uma mistura gótica de heavy metal com hard rock que às vezes remete ao emo, com refrões pop e baladas ao violão —como se Guns N’ Roses e Iron Maiden tivessem um filho viciado em My Chemical Romance.

Isso significa que o show tem longos solos de guitarra, mudanças de andamento numa mesma canção e momentos épicos que no palco soaram arrastados. Nessas horas, a plateia ficou mais desinteressada, caso também de músicas mais recentes —como “Nobody”, lançada em 2023.

De certa forma, o Avenged abriu as portas para que o heavy metal entrasse no século 21 se forma menos ortodoxa, um movimento que antecedeu a abordagem de vários artistas fizeram neste sábado de Rock in Rio. Este dia do metal do festival abriu mão de medalhões para receber bandas mais novas que fazem rock pesado.

O vocalista M. Shadows fez referência a isso em cima do palco. Disse que abriu o X e viu muita negatividade “sobre o festival e sobre as bandas que tocaram”. “Vou dizer: todas essas bandas são amigas. Não percam tempo com isso.”

Ele disse que nesse novo heavy metal não há esse tipo de rivalidade e citou os companheiros de lineup neste Rock in Rio, como Mgk, Bad Omens e Poppy, além do Bring Me the Horizon. Pediu ao público para aproveitar o dia e puxou a balada “Seize the Day” —um dos sucessos que a banda não havia tocado há dois anos no festival.

Com muito fogo no palco e efeitos pirotécnicos, o show teve diversos momentos altos. No começo, as pesadas “Nightmare” e “Afterlife” puxaram alguma rodas de pogo, enquanto a balada “Buried Alive” botou os fãs para cantar.

Na reta final, o Avenged Sevenfold tocou um lado B —a música “M.I.A.”, de 2006—, e seguiu para uma sequência de faixas mais conhecidas —”Bat Country”, “Unholy Confessions” e “A Little Piece of Heaven”—, devidamente celebradas pela plateia.

A essa altura, por volta das 2h da madrugada, era grande o movimento de pessoas deixando o Parque Olímpico. Acabou com a música “Cosmic”, uma chuva de luzes pirotécnicas e fogos de artifício.



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *