De um dia para o outro, Alcolumbre afaga Lula e passa a mão na cabeça da oposição

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De um dia para o outro, Alcolumbre afaga Lula e passa a mão na cabeça da oposição


Base aliada do governo está tão destroçada que gabinetes dos líderes na Câmara, no Senado e no Congresso estão sendo chamados de muro das lamentações



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PAREDES DE DRYWALL
Qualquer agente da Polícia Federal — desses que vão para a rua e pegam no batente — aprende logo cedo a máxima de que “corrupa” granfino não abre conta bancária nem “desova” a grana em bacanais, como faziam Daniel Vorcaro e os integrantes da “República de Ribeirão Preto”, no início do governo Lula 1.0. Onde a grana é “mocozada”? Ora, entre as paredes de drywall. A acústica não é boa, mas quem se preocupa com acústica sabendo o que as paredes escondem?

NEGOCIAR COM QUEM?
Em época de pré-votação para a derrubada de veto presidencial, líderes do governo estão como baratas depois de tomar um banho de “Baygon”. Desde a saída da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), que voltou à Câmara para não queimar todo o capital político que ainda resta, os gabinetes de Jaques Wagner, José Guimarães e Randolfe Rodrigues viraram um verdadeiro muro das lamentações petistas.

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ISSO NÃO SE FAZ
Para quem está “comendo na mão” de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Jorge Messias mostra que ainda tem muito a aprender na política. Sua ingenuidade, misturada com uma dose de ambição, levou-o a um jantar organizado pelo senador Lucas Barreto (PSD-AP), inimigo até a medula de Alcolumbre. Uma liderança governista, que só soube do deslize de Messias depois da digestão da comilança, pegou o telefone e disse que o advogado “cometeu um erro por demais grave”.

MORDE E ASSOPRA
Alcolumbre é um desses políticos chegados à esperteza, que, em um dia, para ficar bem com o Planalto, marca para 29 de abril a sabatina de Messias; no outro, pauta a votação da derrubada do veto de Lula ao projeto da Dosimetria, para o dia seguinte. Como se diz em além-mar: “é um olho no gato e outro na frigideira cheia de sardinha”.

RASGANDO O ROTEIRO
A bancada petista no Senado Federal ensaiou o roteiro e, numa espécie de jogral, para, em seguida, em coro, entoar um “eu não disse”. Não colou. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, isentou o ex-presidente Roberto Campos Neto de qualquer falha interna quanto à crise moral e financeira no Banco Master.

FARMÁCIA DE PLANTÃO
O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a Polícia Federal já estão se organizando para ouvir as lamúrias, possivelmente recheadas de delação premiada, do empresário Maurício Camisotti, que pretende contar o que sabe sobre a fraude nas contas de aposentados e pensionistas do INSS.

‘ACORDA, AMOR, EU TIVE UM PESADELO AGORA’
Quando a gente faz uma mudança na vida — em casa, nas gavetas — sempre aparece uma novidade, ao menos um objeto que você não via há bastante tempo. O livro que a coluna recomenda “brotou” de um desses necessários momentos de reflexão.
Sinal Fechado: a música popular brasileira sob censura desenterra as melhores lembranças de Chico Buarque, quando ele teve de se submeter à censura e assinar suas obras com o pseudônimo Julinho da Adelaide. Ou quando o paraibano Geraldo Vandré foi banido das rádios e das rodas de conversa da elite da época.

Sinal Fechado, do professor Alberto Moby, joga luz sobre esse período macabro, em que a intimidação era recorrente, mesmo quando não havia grupos de WhatsApp. Recomendo!

PENSE NISSO!
Resolvi matar a curiosidade: passei em uma farmácia no caminho de casa e perguntei quanto custa uma cartela de Rivotril.

– CPF, disse a atendente.

– […], respondi.

Somou, diminuiu, perguntou a idade – e aí confesso se ela pensou que não tenho idade para comprar esse tipo de medicamento ou que preciso estar acompanhado de um tutor antes de passar o cartão:

– R$ 33,00 o de 2mg. Quantas caixas? A receita médica vai ficar retida, advertiu a moça de branco.

– Subiu de preço?, eu quis saber

– Tudo tem subido, [a]inda mais com tanta crise, parece até que o mundo político virou uma grande delegacia. Meu Deus, onde vamos parar?, perguntou enquanto se benzia.

Coloquei a mão na mochila, tirei minha cadernetinha de anotações, registrei os valores.

– Jornalista?

– Há um bom tempo.

– Deve ser estressante, não é? Pra querer Rivotril de 2mg. Tem um senhor que toda semana passa por aqui. O carro oficial nem estaciona. O motorista desce, entrega a receita e já leva o medicamento.

Brasília está mesmo à beira de um ataque de nervos, pensei.

Pense nisso!

 






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