Na Comissão de Segurança Pública não houve tempo nem de tomar um copo d’água, de tão rápida a votação: sem debate, sem argumento, sem fundamento
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FGTS X BANG-BANG
Como uma bala, rápida e certeira, a Comissão de Segurança da Câmara aprovou um projeto que autoriza o uso do FGTS para comprar arma de fogo. Os deputados usaram pouco mais de um minuto — isso mesmo, cerca de 70 segundos — para aprovar a medida.
— O alto custo para aquisição de uma arma legalizada justifica a proposta, afirmou o deputado Marcos Pollon (PL-MS), autor do projeto, que agora segue para as comissões de Finanças e Tributação, Trabalho e Constituição e Justiça.
ALÉM DA ARMA…
…o trabalhador também poderá fazer saques para compra de munição. “O saque será limitado ao valor necessário para a aquisição da arma de fogo, da cota anual de munições correspondentes à arma adquirida e de acessórios essenciais à sua guarda segura, conforme definido em regulamento”, diz o texto do projeto.
VIAGEM HIPOTÉTICA
Considerando que uma bala de um “três-oitão” tem velocidade de saída de até 280 metros por segundo, nos 70 segundos em que os parlamentares usaram para aprovar o projeto, um disparo teria alcançado aproximadamente 18 quilômetros de distância.
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O CRIME SÃO OS OUTROS
PhD quando o assunto é dividir o mundo entre “eles” e “nós”, o presidente Lula da Silva (PT) disse que o criminoso nem sempre é o trabalhador, mas “o que está no andar de cima, de gravata, tomando uísque”, como se ele morasse no quartinho da empregada doméstica. Para o presidente, “muitas vezes a polícia olha para a favela, mas muitas vezes o crime está no 2º andar, está no Congresso Nacional, no Poder Judiciário, no futebol”, afirmou.
EDUCANDO OS CALOTEIROS
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que “só faz sentido” o programa Desenrola 2.0 se a rede bancária ministrar palestras para os ex-endividados sobre educação financeira. “Seria o melhor caminho para que a gente pudesse falar numa ‘trava anticalote’”, afirmou.
DIPLOMACIA EMPRESARIAL
A boa técnica de enfrentamento de crise recomenda não maximizar a denúncia, mas a Presidência da República matou no peito a bola levantada pela jornalista Jussara Soares, da CNN Brasil. Ela revelou que foi o empresário Joesley Batista, da J&F, e não o Ministério das Relações Exteriores, quem intermediou um telefonema entre os presidentes Lula e Donald Trump.
PRESTÍGIO, COMPANHEIRO
Segundo o assessor especial Celso Amorim, o encontro entre os dois presidentes ocorreu “em função do prestígio internacional” do presidente brasileiro.
TAXA DAS BLUSINHAS
Sem nenhuma justificativa analisando os impactos internos na indústria de confecções, o governo Lula zerou a taxa de importação para compras de até 50 dólares. A medida põe fim à chamada “Taxa das Blusinhas”.
— Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal, afirmou, em nota, a Frente Parlamentar em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria.
IMPOSTO DOS OUTROS
Como já tinha dito a primeira-dama, Rosângela da Silva, ainda bem que “a taxação é para empresas estrangeiras e não para a população”. Com isso, é possível afirmar: o Brasil já faz por merecer o Nobel de Economia. A Noruega que nos aguarde.
LEI SUZANNE VON RICHTHOFEN
Projeto de autoria do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) proíbe criminosos de lucrarem com o próprio delito, seja publicando livros, seja servindo de personagens para filmes e documentários — como está ocorrendo com Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais e agora lucra com a repercussão do caso.
— É inaceitável que isso esteja ocorrendo. É uma afronta à sociedade um criminoso monetizar o próprio crime, disse Coutinho, à coluna.
PENSE NISSO!
O presidente Lula faz um jogo perigoso na política: entre o discurso e a realidade sobre o combate ao crime organizado, com isso, o petista acaba mirando no principal objetivo, que é combater a impopularidade do seu terceiro mandato.
Qualquer estafeta da Esplanada dos Ministérios sabe que uma coisa é assinar o cheque para liberação do dinheiro; outra é o recurso chegar aos cofres dos governos estaduais.
— É importante dizer que o crime organizado, em pouco tempo, não será mais dono de nenhum território. O território será devolvido ao povo brasileiro, disse Lula.
Ora, Lula e sua impopularidade estão dobrando o “oitão”, se arrastando no fim de mandato, e ainda não perceberam que o crime organizado deita e rola no país?
Se a mulher do presidente merece o Oscar de Economia, o marido merece o de cenografia.
Pense nisso!











