Com Pernambuco entre os destaques, maior mutirão da história do SUS reacende debate sobre prioridade nas filas

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Com Pernambuco entre os destaques, maior mutirão da história do SUS reacende debate sobre prioridade nas filas


Ação evidencia movimento do MS de qualificar gestão das filas, ao priorizar paciente por gravidade e quadro clínico, e não só por ordem de chegada



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O mutirão nacional voltado exclusivamente à saúde da mulher, iniciado neste sábado (21) em hospitais de todo o País, ocorre em meio a um debate cada vez mais central no Sistema Único de Saúde (SUS): como organizar o acesso a consultas, exames e cirurgias especializadas diante de uma demanda crescente.

Mais do que ampliar atendimentos em um fim de semana, a mobilização também evidencia o movimento do ministério de qualificar a gestão das filas, ao priorizar pacientes de acordo com a gravidade e a necessidade clínica, e não apenas pela ordem de chegada.

A visão foi destacada, neste sábado (21), pelo diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, Fernando Figueira, durante visita ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, uma das instituições que participam do mutirão em Pernambuco.

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Segundo ele, enfrentar o problema das filas na saúde pública exige olhar além do volume de atendimentos. Para Figueira, o desafio hoje é garantir que o sistema consiga identificar, dentro do universo de pacientes que aguardam por consultas ou procedimentos especializados, aqueles que precisam ser atendidos com maior urgência.

“Discutir a fila na saúde hoje é um tema complexo. O grande desafio não é apenas a espera, mas saber quem é o paciente que mais precisa de prioridade”, disse, ao JC, Fernando Figueira. 

Ao ser questionado por esta coluna Saúde e Bem-Estar sobre a possibilidade de aplicar à atenção especializada uma lógica semelhante à usada no sistema de transplantes, Figueira afirmou que esse é justamente o caminho buscado pelo ministério. Nesse modelo, considerado um dos mais consolidados do SUS, a ordem de atendimento é definida a partir de critérios clínicos e de gravidade, o que permite uma gestão mais equitativa da fila.

“Nossa meta é tratar a atenção especializada com a mesma lógica de prioridade que aplicamos à fila de transplantes, que funciona de forma organizada há quase 40 anos”, disse.

O mutirão deste fim de semana, apresentado pelo governo federal como o maior já realizado no SUS e dedicado exclusivamente às mulheres, reúne consultas, exames e cirurgias previamente agendadas em hospitais públicos, universitários, privados e filantrópicos.

A expectativa do Ministério da Saúde é ultrapassar 200 mil procedimentos em dois dias, em todo o País.

Pernambuco entre os Estados com maior mobilização

Em Pernambuco, mais de 60 municípios e cerca de 100 estabelecimentos de saúde participam da mobilização. O Imip é uma das instituições envolvidas na iniciativa.

Segundo a secretária de Saúde de Pernanbuco, Zilda Cavalcanti, o Estado aparece como o segundo com maior volume de atendimentos previstos durante o mutirão, atrás apenas do Ceará.

“Esta ação só é possível graças à parceria entre o Estado, os municípios e o Governo Federal, mostrando que, quando trabalhamos de forma integrada, conseguimos ampliar o cuidado e chegar a quem mais precisa”, destacou Zilda, que também acompanhou as ações do mutirão no Imip. 

“Nosso compromisso é seguir avançando, com planejamento e responsabilidade, para oferecer uma saúde pública cada vez mais acessível e resolutiva para todas as pernambucanas”, acrescentou. 

Para ampliar a participação das unidades de saúde, o governo federal também elevou o financiamento de alguns procedimentos realizados na ação. Em determinados casos, o valor pago chegou a quase quatro vezes o previsto na tabela tradicional do SUS.

Gargalo da atenção especializada

O mutirão integra o programa Agora Tem Especialistas, criado pelo governo federal com foco na ampliação do acesso à atenção especializada, considerada hoje um dos principais gargalos do sistema público de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil realizou cerca de 15 milhões de cirurgias em 2024, e a expectativa é ampliar esse volume nos próximos anos.

Além dos mutirões, o programa prevê a circulação de 150 unidades móveis de saúde pelo País até o fim deste ano, levando exames e consultas especializadas a regiões com menor oferta de serviços.

A aposta da pasta é que a combinação entre ampliação da oferta de atendimentos e uma gestão mais qualificada das filas possa melhorar o acesso da população aos especialistas, uma das etapas mais sensíveis da jornada de cuidado dentro do SUS.





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