Fala intempestiva de Miguel provocou mesmo foi um rebuliço no maior partido da Federação, o PP, que tem como pré-candidato à mesma vaga no Senado
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Acostumada a aguardar que as disputas por espaço político no seu entorno aconteçam no tempo certo e sem atropelos, a governadora Raquel Lyra vai precisar lidar mais cedo do que esperava com a escolha dos componentes de sua chapa para o Senado.
O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, do União Brasil, que vinha se queixando nos bastidores da demora, sob alegação de que os pré-candidatos de João Campos estão ocupando espaços no cenário político do interior, decidiu dar um xeque mate na Federação União Progressista, que reúne o PP e o União, adiantando que, caso não fosse o escolhido, poderia sair candidato avulso, o que tiraria do grupo o poder de se aliar a uma das chapas, prejudicando a candidatura da governadora.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Mas a fala intempestiva de Miguel provocou mesmo foi um rebuliço no maior partido da Federação, o PP, que tem como pré-candidato à mesma vaga no Senado, o atual deputado federal Eduardo da Fonte. De imediato, o deputado estadual Claudiano Filho e o prefeito Pedro Ermírio, que preside a importante Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco) , num entendimento claro com Eduardo da Fonte do qual são muito próximos, solicitaram ao mesmo que marcasse o quanto antes uma reunião da executiva do colegiado, cujo presidente estadual é o próprio Eduardo, para escolher o nome que representará os dois partidos na chapa da governadora.
Na Assembléia Legislativa deputados progressistas não escondiam nos bastidores e falando em off aos jornalistas o descontentamento com a postura de Miguel. Um deles chegou a chamar o ex-prefeito de “arrogante”. Outro disse que ele “tem projeto pessoal e não de conjunto” e estaria querendo enfraquecer a Federação. Já Claudiano Martins foi direto na postura contrária à tese do ex-prefeito: “não aceitaremos candidatura avulsa nem projeto independente.
Miguel quer ser candidato de todo jeito mas só colocou dois nomes na chapa proporcional que são os seus dois irmãos. Não conversou com os deputados da Federação nem com os prefeitos. Como vai ser candidato majoritário? Essa é uma decisão que precisa ser tomada de forma coletiva”. O PP fala grosso sobre o assunto porque a executiva da Federação é que define o nome e ela é composta por cinco pessoas – três do partido e dois do União Brasil. “Não tem como dar empate – afirmou um deputado progressista – deixando claro que se Eduardo da Fonte quiser disputar o Senado sai vencedor na votação interna.
O enigma Dudu
Dudu da Fonte estava até agora reticente sobre o Senado, embora tenha autorizado os 10 deputados do PP na Alepe, a bancada federal e os prefeitos progressistas a declararem apoio a seu nome. O clima, porém, mudou com a divulgação da pesquisa Datafolha em que ele apareceu na frente de Miguel Coelho para o Senado e Raquel na frente de João Campos.
Este final de semana, conversando com um amigo ele afirmou: “como eu posso me recusar a ser candidato com a conjuntura a nosso favor?”. Dudu explicou que além de estar na frente na pesquisa tem o apoio imediato de 10 deputados federais, 3 estaduais e de cerca de 30 prefeitos. Este blog confirmou que ele já tem formada equipe de comunicação para a campanha majoritária e tem feito pesquisas em todo o estado testando suas chances.
Imposição
Dois nomes na chapa?
Na mesma entrevista que concedeu ao blog Ponto de Vista, Miguel Coelho lembrou que a Federação tem peso para ocupar dois lugares na chapa da governadora, embora tenha insistido na candidatura avulsa. “Isso é conversa. Ele sabe que não cabem dois na mesma chapa. Só não vê isso quem não quer” – disse a este blog um deputado progressista.
No momento está em banho-maria a convocação da executiva da Federação para discutir o assunto. “Vou pensar sobre isso até a semana que vem” explicou Eduardo da Fonte esta segunda-feira a um interlocutor. Até lá, a considerar o clima de beligerância visto ontem, muitas águas vão rolar antes que a Federação bata seu martelo.
Raquel não vai se meter
Um deputado estadual governista que tem proximidade maior com a governadora informou que ela não pretende se meter na escolha do nome da Federação para sua chapa. “Ela já deixou claro que cabe a Eduardo da Fonte e Miguel Coelho se entenderem”.
Desde que ofereceu as duas vagas no Senado à Federação e Miguel aceitou mas Eduardo da Fonte foi contrário que Raquel se afastou do assunto à espera de uma definição do grupo. Posteriormente Miguel se aproximou dela – Eduardo da Fonte veio depois – e, na época, não deixou claro que queria ser senador, coisa que Miguel nunca escondeu. Nem no privado, nem no público.
PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
A Federação União Progressista vai se entender a tempo de ocupar uma vaga na chapa da governadora?
Saiba como assistir aos Videocasts do JC













