Ciência começa na escola

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Ciência começa na escola



Projeto pernambucano selecionado para evento na Europa é um exemplo do potencial da pesquisa básica, e da necessidade do apoio desde cedo

Por

JC


Publicado em 15/05/2026 às 0:00

Clique aqui e escute a matéria

A pesquisa científica de ponta, em grandes universidades e laboratórios no mundo inteiro, possui pelo menos uma característica essencial preservada, desde os primeiros lampejos de curiosidade da consciência na infância: a vontade de conhecer o mundo e transformar o conhecimento em aplicação prática para o benefício das pessoas. Cientistas foram, antes, crianças. E crianças são sempre curiosas. O aproveitamento desse brilho nos olhares abertos para a novidade que se desbrava entre o receio e a surpresa, entre a insegurança e a alegria da descoberta, compõe um dos principais desafios da educação em seus anos iniciais – para que depois seja mais fácil incorporar o gosto pela pesquisa na juventude.
Aliando tecnologia e sustentabilidade, um grupo de estudantes de Pernambuco produziu um biofilme a partir de resíduos de melancia para a feira de ciências do colégio. O resultado foi tão impactante que o projeto foi convidado a expor na Fenecit, em Camaragibe, onde foi premiado, e recebeu outro convite: para ser apresentado na MILSET Europe Exposcience em Mântua, na Itália, em outubro. O biofilme sustentável aproveita a parte branca, geralmente descartada, da melancia, e pode substituir o PVC convencional.
A turma inventiva é do Colégio Militar do Recife. Uma das idealizadoras, a aluna Lavínia Freitas, destacou, em declaração ao JC, a forma caseira de produção do biofilme. “Todo o processo de extração, mistura e estufa adaptada com forno foi feito para baratear o processo e tornar ele mais alcançável para o público geral”, disse ela à repórter Anaís Coelho. O grupo já conta com o apoio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para dar continuidade à pesquisa, através de melhores condições de laboratório. Para Lavínia, “a ciência está em todo lugar, basta ter olhos e curiosidade para ver. Além disso, os melhores projetos muitas vezes nascem de uma inovação ou da necessidade de resolver problemas na sua comunidade ou no seu cotidiano”, defende com entusiasmo a jovem pesquisadora.
Reunindo propósitos de educação científica e empreendedorismo, a MILSET Europe Exposcience atrai estudantes de nível fundamental, médio e técnico para proporcionar experiências compartilhadas de exaltação à criatividade e à cultura da ciência. A edição 2026 é organizada pelo Manto Circular Lab e pela FAST Milano, e terá exposição de projetos inovadores, conferências, visitas guiadas, oficinas e atividades de lazer – um intensivo encontro de intercâmbio para os jovens participantes. É considerada um dos maiores eventos juvenis para a ciência, no mundo.
A professora Goretti Cabral, que acompanhou o trabalho, resume o significado da conquista que não é apenas dos estudantes: “Mais do que levantar a bandeira do Brasil, essa conquista significa desmistificar a ciência em um país que muitas vezes não dá espaço para ela. Significa mostrar onde ela pode te levar e que o Nordeste produz ciência de muita qualidade”.
A fim de viabilizar a viagem, foi criada uma campanha virtual para financiamento, que pode ser acessada neste link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-levar-a-ciencia-pernambucana-a-italia?utm_source=google.com.



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *