Repercussão da captura de Nicolás Maduro mobilizou políticos pernambucanos, com críticas à posição do governo Lula e defesa da soberania venezuelana
JC
Publicado em 03/01/2026 às 20:53
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
A operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, na madrugada deste sábado (3), provocou reações divergentes entre políticos com atuação em Pernambuco.
Enquanto representantes da direita celebraram o episódio como um processo de “libertação da Venezuela”, parlamentares e partidos de esquerda condenaram a ação, classificando-a como violação da soberania nacional e terrorismo internacional.
Comemoração e críticas ao regime
Aliados da oposição ao governo federal reagiram de forma positiva à notícia. O deputado federal e ex-ministro Mendonça Filho afirmou que o fim do que chamou de “ditadura sanguinária” representa a esperança de um novo tempo, com a retomada da democracia e da justiça social pelo povo venezuelano.
Em tom mais incisivo, o vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) descreveu a operação como um “bombardeio cirúrgico”, necessário para retirar um “ditador que fraudou eleições e oprimia o povo”. Segundo ele, a ação dos Estados Unidos não configurou invasão, mas libertação de um regime que classificou como ligado ao narcotráfico.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Na mesma linha, o líder do PL na Câmara de Vereadores, Thiago Medina, definiu a queda de Maduro como a “grande notícia de 2026” e classificou o governo venezuelano como um “narco-estado”, associado a grupos terroristas como o Hezbollah.
Tanto Eduardo Moura quanto Thaigo Medina criticaram a postura de solidariedade do governo brasileiro em relação a Maduro.
O vereador Gilson Machado Filho (PL) também se manifestou nas redes sociais. Em publicação, afirmou que os Estados Unidos capturaram o que chamou de “ditador da Venezuela” e criticou setores que, segundo ele, tentariam relativizar os fatos. “As mesmas vozes que defendem todo tirano, desde que ele acene com uma bandeira vermelha”, escreveu.
Para Gilson, a captura de Maduro não é uma disputa política, mas um ato de justiça para “milhões de venezuelanos que fugiram da fome, da violência e da repressão”. Ele ainda completou: “É o primeiro sopro de liberdade em uma geração”.
A deputada federal Clarissa Tércio criticou a nota divulgada pelo presidente Lula em defesa de Nicolás Maduro. Segundo ela, o governo brasileiro ignora “a opressão vivida pelo povo da Venezuela sob o regime do ditador”, ao defender um aliado e “fechar os olhos para a fome, a perseguição e a falta de liberdade”.
Para a parlamentar, trata-se de uma postura “típica da esquerda”, que, segundo afirmou, “entra em pânico para defender ditadores”.
Clarissa também destacou que o povo venezuelano, especialmente os milhões que foram forçados a deixar o país, comemora o momento e “agora enxerga a esperança voltar”.
Condenação à intervenção americana
Parlamentares de esquerda reagiram com veemência contra a operação. O deputado estadual João Paulo (PT) afirmou que a ação não teve motivação democrática, mas econômica. “Não é sobre democracia ou narcotráfico, é sobre petróleo”, disse, ao classificar o episódio como uma ameaça à paz mundial.
A ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, também presidente nacional do PCdoB, divulgou nota condenando o que chamou de “ataque criminoso” e o “sequestro” de Maduro. No texto, convocou governos soberanos e movimentos sociais a se mobilizarem contra o que classificou como “terrorismo internacional”.
Críticas ao imperialismo e posições intermediárias
A ex-deputada federal Marília Arraes adotou uma posição crítica tanto ao regime venezuelano quanto à atuação dos Estados Unidos. Para ela, “Maduro não representa o povo venezuelano”, mas isso não autoriza uma potência estrangeira a decidir o destino de um país soberano. “Isso tem outro nome: imperialismo”, afirmou. Marília alertou ainda para o risco de que a narrativa de “libertação” seja utilizada futuramente contra outros países da América Latina, inclusive o Brasil.
A deputada Tábata Amaral também se manifestou, reconhecendo o caráter autoritário do governo Maduro e as violações de direitos humanos, mas destacando que tais crimes não justificam a invasão de um país por outro.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-pessoa-organizando-a-casa-2877730824.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-closeup-de-mao-limpando-s-2877732586.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-pessoa-organizando-a-casa-2877730824.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-closeup-de-mao-limpando-s-2877732586.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)