Somente Caiado e Zema participam do debate da Veja realizado nesta quarta-feira. Lula, Flávio, Cury e Renan não compareceram ao encontro
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O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, acusou nesta quarta-feira, 23, em debate promovido pela Veja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro e outros casos de corrupção. No mesmo evento, Romeu Zema (Novo) afirmou que, caso Lula ou Flávio vençam a eleição, teria interesse em manter Vorcaro em silêncio.
“Eu penso que eles querem que o Vorcaro fique com a boca fechadinha. Acho que eles vão arrumar um asilo em outro país para ele, mandar ele fazer plástica para nunca mais ele ser encontrado, porque o que aquele homem ali sabe de podridão não tá escrito”, afirmou Zema.
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Caiado havia dito que Lula e Flávio estariam envolvidos com Vorcaro, com o INSS e com “rachadinha”, sem apresentar as provas “Todos os dois estão envolvidos no Vorcaro, no INSS, em rachadinha, compra de casa, enfim”, afirmou.
Somente Caiado e Zema participam do debate da Veja.
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O candidato do PSD também voltou a mencionar que a rejeição tanto de Flávio quanto de Lula seria maior que a sua, facilitando assim seu crescimento na pesquisa ante o dos adversários.
Além dessas acusações, Zema também afirmou que as informações obtidas a partir do celular de Vorcaro estariam alcançando pessoas de diferentes campos políticos.
“Todo dia o telefone dele ocasiona uma surpresa aí. E tá envolvendo gente da direita, da esquerda, de tudo quanto é partido político, coisa que a gente nem imaginava”, disse.
O candidato do Novo voltou suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a saída e a prisão de ministros da Corte. “Eu quero ver a metade do Supremo Tribunal fora e alguns dos que forem para fora na prisão. O lugar deles é esse”, afirmou.
Caiado critica penduricalhos em reforma administrativa; Zema ataca número de ministérios
Ronaldo Caiado defendeu uma reforma administrativa que corte gastos considerados excessivos e elimine “penduricalhos” no serviço público. Romeu Zema também defendeu um governo mais enxuto e criticou a existência de 38 ministérios na atual estrutura federal.
“Você não pode admitir os penduricalhos que vêm junto com decisões outras, que passam a contaminar desde o governo federal até o governo municipal”, afirmou Caiado. Segundo ele, a reforma deve combinar responsabilidade dos servidores com critérios de mérito e possibilidade de melhoria salarial para quem tiver bom desempenho.
“É isso que a sociedade espera, ou seja, cortes substantivos nesses gastos excessivos e dando ao bom servidor a possibilidade real de ter cada vez mais mérito na sua função e, com isso, também o acréscimo da sua melhoria salarial”, disse.
Zema afirmou que a reforma administrativa deveria estar entre as primeiras mudanças de um governo e defendeu uma estrutura mais enxuta. “Temos 38 ministérios. Acho que não tem nenhum outro país que tem essa quantidade de ministérios”, afirmou. Para o candidato, quem ocupa o serviço público deve ter “vocação” para servir. “Está lá para, como o nome diz, servir e não se servir da estrutura.”











