O mercado de crédito imobiliário brasileiro deve registrar um crescimento robusto em 2026, com projeções de alta entre 10% e 15% nas concessões de financiamentos. A estimativa, apresentada pelo Bradesco BBI durante o Brazil Investment Forum, reflete um otimismo moderado que vai além da trajetória de queda nas taxas de juros. Embora o primeiro trimestre tenha apresentado um avanço contido de 2%, especialistas acreditam em uma aceleração gradual dos contratos ao longo dos próximos meses, motivada por uma demanda reprimida e pela estabilização das fontes de recursos.
De acordo com Romero Albuquerque, diretor de crédito imobiliário do Bradesco, a perspectiva de juros mais baixos atua como um gatilho psicológico fundamental para o consumidor. Ele explica que a sinalização de queda, independentemente da velocidade do corte, aumenta o apetite das famílias para assumir compromissos de longo prazo. No entanto, o volume atual de crédito imobiliário no Brasil ainda representa apenas 10% do Produto Interno Bruto, um patamar considerado baixo diante do potencial de consumo. Albuquerque defende que, com juros estruturais menores, essa participação poderia facilmente dobrar de tamanho.
DEMANDA HABITACIONAL
O déficit habitacional permanece como o motor estrutural dessa indústria. Roberto Ceratto, diretor executivo da Caixa Econômica Federal, destacou que a necessidade real por moradia atravessa gerações. Contrariando a tese de que os mais jovens estariam priorizando o uso em detrimento da posse, Ceratto observa que a chamada “Geração Z” mantém o interesse na aquisição de imóveis, mesmo que o perfil das unidades procuradas tenha mudado. Em 2025, o setor movimentou R$ 324 bilhões em novas operações, com a Caixa liderando o mercado ao responder por cerca de 75% desse montante.
FUNDING
Pelo lado da oferta, a saúde do sistema de financiamento, o chamado funding, mostra sinais de resiliência. A recuperação da caderneta de poupança, com a diminuição no ritmo de saques, e a relevância contínua do FGTS garantem o suporte necessário para as operações. Além disso, mudanças regulatórias recentes e a liberação de depósitos compulsórios ampliaram a capacidade dos bancos privados de oferecer taxas mais competitivas e condições menos rigorosas aos tomadores de crédito.
Para os bancos privados, o crédito imobiliário é tratado como uma ferramenta estratégica de relacionamento, mesmo em cenários de margens mais apertadas. O produto é visto como um pilar de fidelização, já que o contrato médio de financiamento dura cerca de onze anos. Albuquerque ressaltou que um cliente que possui financiamento imobiliário consome, em média, 70% mais produtos da instituição do que um correntista comum. Essa dinâmica, somada aos baixos índices de inadimplência, consolida o setor como uma peça-chave para o crescimento econômico e para a solidez das carteiras bancárias no atual exercício.
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