Dados consolidados pelo Governo de Pernambuco revelam um avanço expressivo nos indicadores habitacionais do Estado por meio do programa Morar Bem Pernambuco. Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a iniciativa reuniu diferentes frentes de atuação para ampliar o acesso à moradia digna, cujos resultados foram destacados em comemoração ao Dia Nacional da Habitação, celebrado nesta sexta-feira (21).
O programa investiu R$ 528 milhões em subsídios, beneficiando mais de 26 mil famílias em 35 municípios. A alocação de recursos fez o volume anual de financiamentos contratados pelo FGTS nas Faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) saltar de R$ 748,8 milhões (2022) para R$ 2,33 bilhões (2025).
O número de unidades financiadas no Estado passou de 4.832 para 17,5 mil no mesmo período. Apenas no Recife, a oferta de habitações de interesse social financiadas pela Caixa Econômica Federal disparou de 160 para 1.428 unidades, o que representa um crescimento de 793%.
Com uma meta global de 12.600 residências melhoradas, o programa já atendeu 1,6 mil famílias. Os investimentos anuais escalaram de R$ 3,9 milhões, em 2023, para R$ 35 milhões em 2025, com projeção de atingir R$ 72 milhões até o encerramento de 2026.
Em parceria com a Perpart, foram concluídos 15.836 processos de titulação em 129 núcleos habitacionais espalhados por 73 municípios, com outros 35.379 processos em andamento.
No eixo de apoio federal, o Estado viabilizou dezenas de empreendimentos, incluindo 17 contratos do MCMV/FAR (1.650 unidades), além da retomada de obras paralisadas que soma 4.356 famílias beneficiadas (com 1.954 unidades já entregues). No passivo histórico dos prédios-caixão, o programa Cheque Esperança ampliou seu escopo para abranger 431 edificações na Região Metropolitana do Recife.
Para o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Ribeiro, o modelo de atuação tem dinamizado o mercado imobiliário popular no interior e na capital. “A atuação do Entrada Garantida fundamenta-se na alocação estratégica de recursos estaduais para reduzir a contrapartida financeira exigida das famílias de menor renda, viabilizando o financiamento imobiliário junto ao FGTS. Essa modelagem permitiu expandir a presença das construtoras no mercado de habitação popular e dinamizar as contratações em mais de três dezenas de municípios”, avalia o gestor.












