Flávio Bolsonaro (PL), que faltou por receio de se tornar o foco de críticas dos adversários, ficou relegado a segundo plano
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Mesmo sem comparecer ao primeiro confronto entre presidenciáveis nas eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se tornou o principal alvo dos ataques de Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) no debate deste domingo, 23, promovido por Band e Estadão, com parceria de TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
Flávio Bolsonaro (PL), que faltou por receio de se tornar o foco de críticas dos adversários, ficou relegado a segundo plano, sendo mais lembrado no último bloco por causa de seus ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro e o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Já Romeu Zema, presidenciável do Novo que comunicou que não participaria neste domingo, foi ignorado pelos rivais. Nos bastidores, alguns viram a ausência como um sinal de que ele não levaria a candidatura adiante.
O pré-debate já dava indícios do tom que seria adotado durante o confronto. Renan Santos chegou com duas fraldas com nomes de Flávio e Lula e chamando ambos de criminosos. Caiado também criticou a ausência dos rivais, que lideram as pesquisas de intenção de voto. Cury, por sua vez, protagonizou um vaivém, desistindo de participar e, em seguida, desistindo de desistir.
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No confronto em si, os ataques mais agressivos a Lula couberam a Renan Santos. Ele lembrou escândalos envolvendo o PT, como mensalão e petrolão, chamou o presidente de “canalha”, “bêbado” e “safado” e questionou o eleitor que vota no petista.
“Tirando um pedaço dele (do eleitorado) que é aquele eleitor que tá no Bolsa Família, que ainda acredita que o Lula é a única fonte de comida dele, de maneira errônea, o eleitor restante que apoia esse cara está sendo canalha. Canalha. Tá rifando o nosso futuro e eu não quero o voto dele”, afirmou o candidato, que tem 4% das intenções de voto, segundo Datafolha divulgado na última sexta-feira, 21.
Cury, em resposta, afirmou que o candidato do Missão tinha um “nível de agressividade” que o assombrava.
Renan também atacou a entrevista concedida pelo petista à Record no mesmo horário do debate e afirmou que a emissora estava “se comportando como moleque”. “Está se entregando ao Lula agora porque, aparentemente, está envolvida num escândalo de corrupção com alguns de seus donos, o escândalo do Digimais, ao invés de contribuir com a democracia, chamou aquele bêbado, aquele bêbado, safado, para ir lá ficar fazendo monólogo”, disse.
“Eu quero saber se eles vão perguntar pro Lula se o filho dele, Lulinha, roubou ou não roubou o nosso dinheiro no INSS. Eu quero saber se a Record vai perguntar pro Lula se o governo dele é ou não é um lugar em que a turma do Banco Master se esconde e se escora. Porque o escândalo do Banco Master surgiu no governo dele”, disse.
Em suas intervenções, Renan responsabilizou governos petistas no Ceará e na Bahia por não enfrentarem o crime organizado, acusou o governo Lula de se colocar em posição de dependência da China e dos Estados Unidos e disse que o petista queria enfrentar Flávio nas urnas por considerá-lo um rival mais fácil.
O candidato do Missão também dedicou ataques ao filho mais velho de Jair Bolsonaro, lembrando acusações de rachadinha e ressaltando o envolvimento do presidenciável com Vorcaro e o Banco Master. “O Brasil parecia que estava mudando. Aí chegou a família desse cara aqui (Flávio) ao poder. trocou toda aquela luta e trocou toda aquela esperança pela salvação junto ao STF deste cara que cometia o crime de rachadinha, que pegava o salário do funcionário fantasma no gabinete, botava um pedaço no bolso e depois saia comprando casas”, disse.
Dark Horse e Dark Lobby
Caiado, que aparece com 5% na pesquisa Datafolha, focou suas críticas na redução do poder de compra das famílias e disse que o governo Lula era omisso no combate ao crime organizado.
Também disse que Flávio não deu explicações sobre o caso Dark Horse. “Como é que um candidato à Presidência da República pode querer ter a presunção da inocência, sendo que não explicou aonde foi parar esses milhões e milhões de reais?”, questionou. “O primeiro candidato tem o Dark Horse, que é esse que vocês conhecem. E o Lula tem o Dark Lobby.”
Cury, por sua vez, adotou um tom de palestrante ao longo de suas intervenções. Ele culpou Lula pelo que chamou de “caos” educacional e cobrou sua presença para responder pelos resultados.
O presidenciável poupou Flávio das críticas. Apenas lembrou sua ausência no debate e lamentou de forma genérica a polarização.











