É oportuno e já era aguardado o pacote de medidas emergenciais anunciado para amortecer os impactos da sobretaxa dos EUA aos produtos brasileiros
JC
Publicado em 14/08/2025 às 0:00
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Assim como durante a pandemia de Covid, cinco anos atrás, os brasileiros contavam com o necessário aporte de recursos públicos para, dentro das possibilidades orçamentárias, reduzir as consequências negativas da retração da atividade econômica em razão de fato imprevisível. Desta vez, a desestabilização internacional causada pelo tarifaço promovido por Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, afeta especialmente o Brasil, escolhido como alvo político do novo governo na Casa Branca. Pior para os exportadores brasileiros – e em larga medida, também, para os consumidores norte-americanos.
Através de facilidades para o crédito, de um programa de compras voltado para os produtos que seriam comercializados, e da suspensão de tributos para aliviar os produtores prejudicados, o governo Lula atende à emergência econômica, no momento que já se tornava grande a expectativa por uma medida de reação. Empresas de variados portes serão beneficiadas, mas é sobretudo para as pequenas que o pacote se dirige. Logo depois do anúncio, a exemplo do que acontece após tragédias provocadas por desastres naturais, agora o que se espera é celeridade, sem que a burocracia crie obstáculos à ajuda prometida.
Empregos precisam ser preservados, e os negócios, salvaguardados, para que possam continuar participando do dinamismo da economia, e distribuindo renda à população. Mas o governo não deve – e nem pode – garantir a sobrevivência de setores inteiros por muito tempo. Desse modo, estratégias articuladas entre a gestão pública e a iniciativa privada configuram o melhor caminho para se buscar alternativas a compradores que, de repente, não têm condições de comprar, por motivos alheios à sua vontade e ao planejamento acordado entre as partes, nos dois países.
A articulação fundada na realidade modificada, orientada para um horizonte ainda imprevisível, há de envolver todos os níveis de governo, num esforço coordenado para que a preparação a cenários diversos esteja pronta. Neste sentido, a missão do governo federal não se encerra com o anúncio do pacote emergencial, apoio mais do que necessário e bem-vindo a esta altura do trumpaço, o tarifaço de Trump já em vigor. A oferta de R$ 30 bilhões para linhas de financiamento não é a solução para um problema de maior magnitude, e certamente o governo federal, bem como os produtores, sabem disso.
O redirecionamento daquilo que não vai mais para os EUA, para o mercado interno no Brasil, é uma opção lógica, que requer transparência e planejamento. A postergação de impostos por três meses, por sua vez, alivia o bolso temporariamente, mas tão pouco resolve o problema da anulação das exportações nos setores atingidos. O governo federal, ao lado de gestores estaduais e municipais, dos empresários e até com a orientação da experiência diplomática em transações comerciais, tem muito a fazer para proteger os brasileiros e nossa economia dos deletérios efeitos da insensatez com endereço em Washington.

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