Apac alerta para risco de agravamento da seca com desenvolvimento do El Niño em Pernambuco

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Apac alerta para risco de agravamento da seca com desenvolvimento do El Niño em Pernambuco


Apac prevê alta probabilidade do fenômeno El Niño no segundo semestre deste ano podendo causar temperaturas acima da média e risco de seca


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A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou um alerta para a alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño durante o segundo semestre de 2026.

Segundo a Apac, o cenário pode provocar temperaturas acima da média em todo o estado e aumentar o risco de agravamento da seca, principalmente nas regiões do interior.

De acordo com as previsões dos principais centros meteorológicos internacionais, há grande probabilidade de ocorrência do fenômeno com intensidade moderada a forte, além da possibilidade de evolução para um episódio muito forte.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.

Historicamente, o evento favorece o aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, enquanto reduz as precipitações em áreas das regiões Norte e Nordeste.

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Pernambuco deve registrar temperaturas mais altas

As previsões climáticas para o trimestre de julho, agosto e setembro apontam predominância de chuvas abaixo da média na faixa leste do estado e temperaturas acima da média em todo o território pernambucano.

O aumento das temperaturas pode intensificar a evaporação da água, ressecar o solo e elevar a demanda hídrica da vegetação, pressionando ainda mais os recursos hídricos, sobretudo nas áreas mais vulneráveis.

Segundo a meteorologista da Apac, Edvânia Pereira, os impactos do fenômeno dependem de diversos fatores.

“Esses impactos variam de acordo com a intensidade do fenômeno, o período do ano e a interação com outros sistemas oceânicos e atmosféricos, especialmente as condições térmicas do Oceano Atlântico Tropical”, explica.

A especialista também destacou que a intensidade do El Niño será determinante para a ocorrência de secas mais severas no Nordeste. 

Impactos no setor agropecuário

De acordo com a Apac, o setor agropecuário está entre os mais suscetíveis aos efeitos do fenômeno. Entre os principais impactos esperados estão:

  • Aumento da demanda de água para irrigação e dessedentação animal;
  • Maior estresse hídrico nas culturas agrícolas;
  • Comprometimento das pastagens durante períodos mais secos;
  • Aumento do estresse térmico nos rebanhos;
  • Necessidade de reforço no planejamento hídrico e no manejo agropecuário.

Governo reforça ações preventivas

Em conjunto com os demais estados do Nordeste, a Apac realiza o acompanhamento das condições climáticas, hidrológicas e agrícolas para avaliar a evolução da seca e orientar ações de prevenção e adaptação.

O Governo do Estado também acompanha o monitoramento para antecipar medidas de prevenção e minimizar os impactos da estiagem, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

Entre as ações adotadas pelo Estado para enfrentar um possível agravamento da seca estão a transferência de água entre bacias hidrográficas, o transporte de água do Rio São Francisco para municípios do semiárido, projetos de dessalinização e iniciativas para reduzir perdas nos sistemas de abastecimento.

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