Análise: Casas de show melhoram acesso, mas ainda excluem artistas com deficiência

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Análise: Casas de show melhoram acesso, mas ainda excluem artistas com deficiência



São Paulo


As casas de show vencedoras deste especial, em geral, têm conseguido cumprir o básico em acessibilidade, até por força da legislação e da fiscalização. Falhas seguem ocorrendo nos espaços reservados com pouca estratégia e algum contragosto, e na oferta de dispositivos comunicacionais para cegos e surdos, mas é inegável que houve avanço.

O Allianz Parque (agora Nubank Parque) é uma das iniciativas positivas: tem recebido públicos com deficiências diversas com boa qualidade. A área de cadeiras inferiores, por exemplo, tem ficado sempre cheia —e de quem necessita, de fato.



Em março, Gilberto Gil fez a última apresentação de ‘Tempo Rei’ no Allianz Parque


Juliano Palma/Divulgação

Há queixas, em alguns espetáculos, na pista premium: acompanhantes não conseguirem ficar ao lado da pessoa com deficiência. Mas a cada show, novas tentativas de acomodar a todos de forma confortável têm sido feitas.

Ter mais gente com diferenças físicas e sensoriais em grandes espetáculos é sinal de evolução e isso irá, cada vez mais, pressionar por medidas inclusivas. Atualmente, haver interpretação em Libras das apresentações é quase uma regra.

Entre lugares menores, um destaque pode ser dado ao Blue Note que, com excelente localização e estrutura, procura facilitar a diversão de pessoas com deficiência com mesas estratégicas. Quando o local fica muito cheio, porém, as prioridades são ligeiramente esquecidas.

Para além do acesso, o passo aguardado —e já em atraso— é a inclusão de artistas com deficiência, a abertura de espaços de representação da chamada cultura def. É quase regra que os bastidores das casas de show não tenham sido projetados pensando que, por ali, poderiam transitar cantores, atores, artistas em geral em cadeira de rodas, andadores, muletas, bengalas e demais instrumentos de acessibilidade.

Em Belo Horizonte, o aclamado festival Acessa BH, totalmente protagonizado por pessoas com deficiência, passa aperto na seleção dos pontos de apresentação. Há sempre falta de banheiros acessíveis para os artistas, degraus para a área de backstage e espaços muito apertados.

Aos poucos, essa transformação para o respeito aos artistas diversos está começando a acontecer na capital mineira. São Paulo e suas espetaculares instalações de alegria com música, teatro e arte em geral precisam também seguir esse exemplo de evolução de valores da pluralidade humana.

Saiba quais são as casas de shows vencedoras d’O Melhor de São Paulo





Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *