O projeto, intitulado “Gestão Sustentável dos Manguezais de Igarassu”, tem o objetivo de monitorar a qualidade da água dos manguezais
Anaís Coelho
Publicado em 18/09/2026 às 14:57
| Atualizado em 18/09/2026 às 15:03
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As alunas da rede pública de Igarassu, Maria Giulia Batista Flores e Willyane Jessia Santos Lima, garantiram o prêmio de segundo lugar na Feria Departamental de Ciencia y Tecnología (FEDECYT), em Villeta, no Paraguai. A premiação aconteceu nesta quinta-feira (17).
“Foram muitos momentos de pesquisa, testes, erros e acertos. Saber que todo esse esforço nos trouxe até aqui e que vamos seguir levando o nome da nossa escola, de Igarassu e do Brasil é algo que vamos guardar para sempre”, celebra Willyane.
Com o resultado, as estudantes do 9º ano B do Centro de Educação Integral Fernando Henrique Lucena também conquistaram uma vaga na Feria de Ciências e Tecnologia do Equador, que será realizada em 2027.
O projeto, intitulado “Gestão Sustentável dos Manguezais de Igarassu”, se trata de um protótipo desenvolvido para monitorar parâmetros da qualidade da água, como o pH, gerando informações que ajudam a acompanhar as condições do manguezal.
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A ideia da pesquisa surgiu através do desejo de ajudar a acompanhar a saúde desse ecossistema e fazer com que as informações coletadas despertem um olhar diferente das pessoas para o mangue.
“Quando a gente começou, queria fazer algo que tivesse relação com a nossa realidade e que pudesse ajudar de alguma maneira”, conta Giulia.
Projeto é premiado nacionalmente e internacionalmente
O projeto começou a ganhar destaque em uma feira regional, a EXPOCETI, onde as alunas conquistaram o segundo lugar e receberam uma credencial para participar da FEBRATEC, competição de alcance nacional.
Na nova etapa, as estudantes ficaram em primeiro lugar e foram selecionadas para representar o Brasil na FEDECYT, no Paraguai. Segundo a monitora Aline Guedes, que acompanhou o desenvolvimento do projeto, o resultado reafirma a importância do incentivo dentro das instituições de ensino.
“Elas olharam para o território onde vivem, identificaram uma questão importante e buscaram uma solução usando ciência e tecnologia. Agora, ver essas meninas representando o Brasil mostra a força que existe dentro da escola pública quando o estudante encontra incentivo e oportunidade”, afirma.
Giulia e Willyane enxergam a conquista como uma oportunidade de mostrar para os jovens que não existe endereço certo para uma boa ideia nascer.
“A gente quer que outros estudantes olhem para a nossa história e pensem: eu também posso. Porque a ciência pode começar com uma pergunta simples, dentro da escola, olhando para aquilo que está ao nosso redor”, ressalta Giulia.













