Ação gratuita no Recife e Caruaru orienta mulheres sobre sinais da endometriose

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Ação gratuita no Recife e Caruaru orienta mulheres sobre sinais da endometriose



Encontros neste mês marcam o período de conscientização da doença, que afeta milhões, e oferecem triagem gratuita para o diagnóstico precoce

Por

JC


Publicado em 13/03/2026 às 10:34

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Em alusão ao Março Amarelo, mês mundial de conscientização sobre a endometriose, as cidades do Recife e de Caruaru, em Pernambuco, recebem um evento gratuito focado na orientação e no acolhimento de mulheres.

O “Endo Encontro” ocorre nos dias 19 (Recife) e 24 de março (Caruaru), com o objetivo de debater prevenção, diagnóstico e opções de tratamento para a doença. As inscrições para o público já estão abertas.

A programação inclui mesas-redondas com médicos especialistas de diferentes áreas, abrindo espaço para o esclarecimento de dúvidas da plateia. Um dos principais destaques da ação é a aplicação de um questionário de triagem, realizado por profissionais de enfermagem.

O objetivo é identificar pacientes com suspeita da doença e facilitar o encaminhamento para o diagnóstico via Sistema Único de Saúde (SUS).

“A endometriose é uma doença crônica inflamatória que traz muitas dúvidas para as pacientes. Portanto, a busca de informações é constante e a falta de assistência, principalmente da rede pública, é muito grande”, explica o ginecologista Neidson Menezes, diretor médico à frente da iniciativa. “É importante fazer um diagnóstico o mais breve possível para que se viabilize o tratamento”, conclui.

O que é e por que o diagnóstico demora?

A endometriose ocorre quando o tecido que normalmente reveste o interior do útero (endométrio) cresce fora da cavidade uterina, infiltrando-se em órgãos como ovários, trompas e intestinos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo. No Brasil, estimativas da Associação Brasileira de Endometriose apontam que o problema atinge em torno de 6 milhões de brasileiras.

Apesar da alta prevalência, a jornada até o tratamento adequado costuma ser longa e desgastante. Entre os principais pontos de alerta sobre a doença, destacam-se:

  • Atraso no diagnóstico: pode levar até sete anos entre o início dos primeiros sinais clínicos e a confirmação médica da doença.
  • Sintomas incapacitantes: dor pélvica crônica (cólicas intensas que não melhoram com medicação simples), dor durante a relação sexual e queixas intestinais ou urinárias no período menstrual.
  • Impacto na fertilidade: a condição está fortemente associada à dificuldade de engravidar. Estima-se que 50% das mulheres com endometriose enfrentem problemas de infertilidade.

O tratamento da patologia exige um plano multidisciplinar e individualizado, que pode envolver desde o controle clínico com medicamentos para bloquear a menstruação até intervenções cirúrgicas, focando sempre na redução da dor e na melhoria da qualidade de vida da mulher.

Como participar

O evento é aberto ao público, mas a capacidade é limitada. Mulheres interessadas em participar das palestras e da triagem devem realizar a pré-inscrição com antecedência.

  • 19 de março (Recife) e 24 de março (Caruaru).
  • As inscrições podem ser feitas por meio do telefone (81) 3128-3899 ou pelo WhatsApp (81) 98189-3899.



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