Fachin fala em soberania nacional, mas o presidente do STF omite a insegurança jurídica que afeta o Brasil

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Fachin fala em soberania nacional, mas o presidente do STF omite a insegurança jurídica que afeta o Brasil


Do jeito que as coisas andam, na diplomacia brasileira, agora só falta o governo Lula demorar a reconhecer o “agrément” do indicado por Trump

Por

Romoaldo de Souza


Publicado em 16/07/2026 às 22:45
| Atualizado em 17/07/2026 às 6:20


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AGORA, É TARDE!
Os argumentos do governo brasileiro, inclusive os apresentados pelo Supremo Tribunal Federal, contra o “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump têm, em parte, seus fundamentos. Alguns, porém, são questionáveis, como quando o ministro Edson Fachin, presidente do STF rechaçou a tese da insegurança jurídica no Brasil ou quando o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, apresentou números pouco confiáveis sobre o combate ao desmatamento. As respostas brasileiras chegaram tarde.

MORDENDO A ISCA
A nomeação do republicano Daniel Perez para chefiar a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil já causa certo calafrio no meio diplomático. Quanto mais o governo Lula demorar a reconhecer o “agrément” do indicado por Trump, mais as relações vão se deteriorar.

MPF DE VOLTA AO DCE
Nada contra integrantes do Ministério Público fazerem política. Então, que larguem a carreira e recomecem pelos diretórios acadêmicos. Ao defender a aprovação de qualquer lei, o MPF pula o corguinho, como se diz no interior de Goiás.

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O ISOLAMENTO DE LULA
O presidente Lula da Silva (PT) não vai à posse de Keiko Fujimori (Fuerza Popular), no próximo dia 28. A birra ideológica do PT e de Lula, em particular, empurra o Brasil para o isolacionismo.

‘FOTO MANIPULADA’
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que houve manipulação, com uso de inteligência artificial, na foto em que ele aparece ao lado do “Sicário”, o homem que fazia o trabalho sujo para o banqueiro Daniel Vorcaro.
— Eu estava lá sem camisa, de óculos escuros, queimado de praia. Colocaram um cara do lado com um dedo de 20 centímetros e esqueceram de cortar na montagem — justificou o pré-candidato.

O GALEGO VOLTOU
O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, voltou a defender o fim da escala 6×1.
— Vamos trabalhar para que seja aprovado no Senado. Os trabalhadores merecem, disse o político baiano, apanhado em operação da Polícia Federal envolvendo negócios nebulosos com o banqueiro Daniel Vorcaro.

PENSE NISSO!
E pensar que o presidente Lula da Silva poderia ter evitado que o governo Trump aplicasse tarifas sobre alguns dos nossos produtos vendidos aos Estados Unidos. Poderia, mas fez corpo mole.

Preferiu esperar para ver no que dava. Deu no que deu e, agora, vem falar em reciprocidade.

Trump e sua sanha arrecadatória taxaram várias outras economias, algumas mais, outras menos, mas a reação jamais beirou o ridículo dos discursos persecutórios.

Assim como é frágil a nota do STF, nesse sentido, quando o ministro Edson Fachin defende a soberania brasileira. Argumento importantíssimo, não fosse o Judiciário brasileiro um vespeiro de contradições que geram a mais incisiva insegurança jurídica.

Pense nisso!

 






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