A dois dias do relatório, Lula nega taxação dos EUA; setor privado vê medida como certa

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A dois dias do relatório, Lula nega taxação dos EUA; setor privado vê medida como certa


Presidente brasileiro rechaça nova sobretaxa americana a dois dias do prazo final, enquanto o setor produtivo tenta ampliar as exceções.

Por

JC


Publicado em 13/07/2026 às 22:59


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Com informações do Estadão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que não haverá um novo “tarifaço” dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. A afirmação ocorreu durante visita ao Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), a apenas dois dias do fim do prazo para o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) apresentar a decisão sobre as taxas.

Apesar da fala direta de Lula, o governo federal segue em articulação para barrar a medida e tenta agendar uma última reunião com os subordinados do presidente americano Donald Trump. As negociações diplomáticas são lideradas no Brasil pelos ministros Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Mauro Vieira (Relações Exteriores).

A estratégia definida pela gestão petista é esgotar os espaços diplomáticos na busca por um acordo com a Casa Branca. No entanto, o governo já decidiu que as tratativas não vão incluir temas que envolvam a soberania nacional, a exemplo do sistema de pagamentos Pix, questionado pelos norte-americanos.

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Setor privado avalia tarifaço como inevitável

Em contraste com a declaração do presidente Lula, representantes do setor produtivo brasileiro tratam a nova taxação como uma medida “inevitável”, e que a decisão do governo americano já estaria tomada. Segundo informações do Estadão, os empresários apontam o esgotamento das negociações, após mais de dez reuniões bilaterais sem um rumo claro.

Segundo o setor privado e representantes do agronegócio, a decisão de Washington possui um caráter estritamente político. O foco do mercado nacional se volta, agora, para a tentativa de ampliação da lista de exceções dos produtos que podem ser penalizados.

O relatório preliminar do USTR recomendou uma alíquota de 25% sobre as importações, mas sugeriu poupar grande parte da agropecuária, aeronaves e minerais críticos. A expectativa da indústria é garantir que itens como calçados, café solúvel e insumos da cadeia de máquinas também escapem dessa sobretaxa.


Para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a aplicação das novas tarifas pode atingir até 21% de todas as exportações do Brasil para os Estados Unidos. Membros do próprio governo admitem, de forma reservada, que a taxa extra norte-americana deve mesmo ser aplicada.

As ameaças de tarifaço fazem parte de uma investigação sob a Lei de Comércio americana (Seção 301) sobre supostas práticas desleais de mercado. Os Estados Unidos acusam o Brasil de adotar medidas ilegais envolvendo comércio digital, tarifas preferenciais, proteção ambiental e serviços de pagamento eletrônico.






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